Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Saúde “Pílula do câncer” não é eficaz, alerta a Anvisa

Compartilhe esta notícia:

Há cerca de 10 anos, a fosfoetanolamina era tratada por muitas pessoas e autoridades públicas como uma opção eficaz para o tratamento e cura do câncer. (Foto: Cecilia Bastos/USP Imagem)

A Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que a substância fosfoetanolamina, conhecida como Pílula do Câncer, não tem eficácia para o tratamento da doença e não possui registro ou autorização para ser usada como medicação. A entidade explica que ainda faltam pesquisas clínicas para sustentar a tese de que o produto tem capacidade para tratar e curar pacientes diagnosticados com câncer, e que consumir produtos não registrados “é extremamente arriscado”.

“Esses produtos podem interferir negativamente nos tratamentos convencionais, além de apresentar riscos de contaminação”, alertou a agência. “É crucial que os pacientes não abandonem tratamentos médicos estabelecidos para utilizar terapias não autorizadas e de eficácia desconhecida, como é o caso da fosfoetanolamina”, completou a entidade.

Há cerca de 10 anos, a fosfoetanolamina era tratada por muitas pessoas e autoridades públicas como uma opção eficaz para o tratamento e cura do câncer. Na época, ao mesmo tempo que deputados e senadores avançavam com projetos no Congresso que autorizavam o uso da medicação em pacientes com tumores malignos, a Anvisa, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) – ligado ao Ministério da Saúde –, e especialistas alertavam para a necessidade de mais estudos sobre o tema.

“Propagandas nas redes sociais que sugerem que a fosfoetanolamina combate o câncer ou qualquer outra doença, atribuindo-lhe propriedades funcionais ou de saúde, são irregulares e enganosas”, afirmou. Conforme a agência, para que a fosfoetanolamina possa ser comercializada no Brasil, é necessário que seus produtores apresentem o pedido de registro com testes de qualidade, segurança e eficácia para análise.

“A ciência médica é fundamentada em dados e evidências rigorosas, e os critérios para a aprovação de novos tratamentos são estabelecidos para proteger a saúde dos pacientes”, reforçou a agência.

Conforme a Anvisa, a fosfoetanolamina também não tem aprovação para ser usada como suplemento alimentar, e que os produtos comercializados que levam a substância na sua fórmula não podem ser vendidos sob o rótulo de serem terapêuticos ou medicinais. “Esta medida visa evitar que os consumidores sejam enganados por produtos que prometem curas sem provas científicas”, informou a Agência de Vigilância Sanitária, em nota.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Saúde

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Caçula da Seleção Brasileira de vôlei masculino, Lukas Bergmann vive expectativa para estrear em Paris 2024
Brasil no vôlei masculino em Paris 2024: tabela, programação e onde assistir
Pode te interessar