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Brasil PMDB tenta demonstrar unidade em meio à crise política

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Vice-presidente Michel Temer (C) e os presidentes do Senado, Renan Calheiros (E), e da Câmara, Eduardo Cunha (D) (Foto: Ed Ferreira/Folhapress)

A cúpula do PMDB lançou nesta quarta-feira (15) uma ofensiva para divulgar o partido nas redes sociais e reafirmar sua disposição de lançar candidato próprio à Presidência da República em 2018, exibindo unidade em meio à crise que envolve a presidenta Dilma Rousseff.

Ao lado do vice-presidente Michel Temer (PMDB), principal articulador político do governo, os caciques da sigla defenderam o fim da aliança nacional com o PT nos moldes atuais – em que os petistas ficam com a cabeça de chapa – e disseram ser preciso apresentar “um novo projeto para mudar o Brasil”.

O discurso da candidatura própria não é novo, mas o movimento ocorre em um momento em que a crise política e econômica que atinge o governo se aprofunda, estimulando até mesmo articulações políticas a favor do impeachment da presidenta.

“Estamos abertos para alianças com todos os partidos. O PMDB quer ser cabeça de chapa em 2018”, disse Temer após o lançamento da plataforma digital da Fundação Ulysses Guimarães, ligada à sigla. No Palácio do Planalto, auxiliares da presidenta ainda acham possível que Dilma recupere sua popularidade e, assim, convença o PMDB a seguir desempenhando o papel de coadjuvante que teve nos governos do PSDB e do PT.

A última vez que o partido teve um cabeça de chapa na disputa pela Presidência foi em 1994, com Orestes Quércia (1938-2010), que acabou em quarto lugar. Além de Temer, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ),e  o ex-presidente José Sarney reafirmaram o discurso de candidatura própria e independência em relação ao PT.

A demonstração de unidade do PMDB ocorreu um dia depois de a Polícia Federal realizar buscas em residências e escritórios de congressistas da base do governo suspeitos de envolvimento com o esquema de corrupção na Petrobras, entre eles o senador e ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL). (Folhapress) 

 

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