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Geral Polícia analisa se avô e outro tio também estupraram menina que abortou após ser violada

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O caso aconteceu no dia 3 de abril, no bairro Parque Índio Jari. (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil do Espírito Santo vai investigar se o avô e o tio materno da menina de 10 anos que engravidou após ser estuprada pelo tio na cidade de São Mateus também cometeram abusos contra a menina. A informação foi dada em coletiva de imprensa realizada na terça-feira (18), poucas horas após a prisão do suspeito na cidade de Betim, em Minas Gerais.

A denúncia de que os abusos também seriam cometidos pelo avô da menina foram feitas pelo próprio suspeito do crime em um vídeo antes da prisão dele. Ele teria falado a mesma versão à polícia ao ser preso.

Todas hipóteses serão investigadas. A princípio a indicação é de que os abusos tenham sido cometidos todos por ele. Informalmente, aos policiais, ele afirmou que possuía intimidade com a menina e fez abusos contra ela. Contudo, a equipe da delegacia de São Mateus verificará todas as hipóteses que foram apresentadas, mas a princípio acreditamos que ele tenha sido o único autor dos abusos”, afirmou o representante da polícia regional, Ícaro Ruginski.

Denúncia

O MP-ES (Ministério Público do Estado do Espírito Santo), por meio da Promotoria de Justiça Criminal de São Mateus, ofereceu na terça-feira denúncia à Justiça em face do acusado de ter estuprado uma criança de 10 anos no município. O MP-ES informa ainda que, por força da legislação da infância e juventude, casos que envolvem incapazes, crianças e adolescentes devem ser mantidos em total sigilo. A violação desses preceitos constitui ilícito civil e criminal.

O MP-ES, por meio das Promotorias de Justiça da Infância e Juventude e da Criminal de São Mateus, acompanha e atua desde o início no caso visando à proteção, saúde e resguardo dos direitos da vítima.

Quanto à atuação de grupos que teriam ameaçado a família da criança, bem como a veiculação de vídeos, informes e outras atitudes que supostamente teriam violado as leis vigentes, o MP-ES reforça que instaurou procedimento e investiga ou encaminhou diligências para investigação dos fatos para verificação dos ilícitos cometidos.

A Justiça, inclusive, acolheu uma ação do MPES e determinou liminarmente, no domingo (16), a retirada de um vídeo das redes sociais contendo informações que expõem a criança vítima de abuso sexual.

Nesta quarta-feira (19), o MP-ES propôs uma ACP (Ação Civil Pública) contra a extremista Sara Fernanda Giromini, vulgo Sara Winter. Ela teve acesso, de forma ilegal, a detalhes do caso de uma criança vítima de violência sexual que corre em segredo de justiça.

Além do acesso ilegal, Sara Winter veiculou um vídeo nas redes sociais, por meio do perfil do Instagram, nomeado “sarawinter” (Sara Winter), bem como na página do Twitter, divulgando expressamente o nome da criança e tornando público o endereço do hospital onde ela passaria por um procedimento de interrupção da gestação indesejada. Na gravação, que obteve aproximadamente 66 mil visualizações, ela expõe a criança e a família dela e conclama os seguidores a se manifestarem, em frontal ofensa à legislação protetiva da criança e do adolescente.

O principal pedido da ACP é para que Sara Winter seja condenada a pagar uma indenização a título de dano moral coletivo, em valor a ser arbitrado pelo juízo. Esse valor deve ser revertido ao Fundo Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente. Foi dado o valor de 1,32 milhão de reais para a causa. As informações são do portal de notícias IG – Último Segundo e do MP-ES.

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