Sábado, 30 de Maio de 2020

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CAD1 Polícia Civil deflagra operação contra organização criminosa ligada ao tráfico de drogas

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(Foto: Divulgação/Polícia Civil)

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou na manhã desta terça-feira (24) a segunda fase da Operação Borgata, que tem como objetivo atingir o núcleo financeiro de uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas. Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão, além do sequestro de dois imóveis de luxo e sete veículos. A operação ocorreu através da Delegacia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro do Departamento de Investigações do Narcotráfico (Denarc), com cerca de 70 agentes atuando.

Os trabalhos da primeira e da segunda etapa resultaram no sequestro judicial de cerca de R$ 7 milhões em bens adquiridos em nome de 16 laranjas, que já foram identificados. Hoje, policiais civis foram designados para trabalhar no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

A operação apreendeu, entre os veículos, uma moto BMW e camionetes de alto padrão, todos em nome dos laranjas investigados pela polícia. Um deles é um homem de 30 anos, residente do bairro Canudos, em Novo Hamburgo, que foi preso hoje e tinha uma casa em seu nome. Outra mansão, na praia de Garopaba, estava em nome de uma jovem que, segundo a polícia, tem envolvimento direto com integrantes da organização criminosa. Eles utilizavam este método para lavar dinheiro oriundo do tráfico internacional.

O delegado Adriano Nonnenmacher afirma que a jovem “não tem qualquer tipo de comprovante de renda para ter um imóvel deste porte”. “Nós temos provas documentais de que ela tem uma vinculação direta com o líder desta facção”, afirmou o delegado.

Os três principais líderes desta organização criminosa sediada no Vale dos Sinos já estão presos. A polícia apurou ligação dos bandidos com uma grande facção nacional, sediada em São Paulo.

Segundo o delegado, a quadrilha sediada no Vale dos Sinos deve ser a maior facção do Rio Grande do Sul. “É muito bem desanaturada, atuam com bastante inteligência e astúcia, o que dificulta o trabalho das polícias judiciarias no âmbito de investigações”, comentou.

Na primeira fase da operação, no final de junho, 175 agentes cumpriram mandados para sequestrar judicialmente cinco imóveis de luxo, além do bloqueio de sete contas bancárias. Na ocasião, foram cumpridos 23 mandados de busca e cinco de prisão temporária em cinco cidades gaúchas. A polícia prendeu quatro suspeitos e sequestrou mais de R$ 5 milhões em imóveis e valores depositados em contas bancárias.

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