Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Polícia Civil procura mulher que esteve com atirador da Catedral de Campinas minutos antes do crime

Compartilhe esta notícia:

Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, atirador que matou 5 pessoas na Catedral de Campinas e depois se matou. (Foto: Reprodução/Facebook)

A Polícia Civil de Campinas (SP) está à procura de uma mulher que esteve com o atirador da Catedral minutos antes do ataque que terminou com cinco pessoas mortas no dia 11 de dezembro. De acordo com o delegado Hamilton Caviola Filho, do 1º Distrito Policial, essa pessoa teria conversado com Euler Fernando Grandolpho dez minutos antes do tiroteio.

Os investigadores identificaram a testemunha graças ao cartão de visita encontrado na mochila que o atirador carregava no dia do crime. O papel remete a uma das barracas do camelódromo, a poucos metros da Catedral, e, de acordo com o delegado, ela prestava um serviço a Euler, sem detalhar qual seria.

A expectativa da Polícia Civil é que a mulher seja ouvida nesta terça-feira (18). As oitivas com testemunhas e familiares de Euler começaram nesta segunda (17). A pedido do advogado da família, o pai e a irmã do atirador foram ouvidos formalmente no 5º DP.

Segundo Caviola, as informações fornecidas pelos parentes do atirador não acrescentaram em nada o que os investigadores já sabiam de Euler. “Os depoimentos corroboraram o que já tínhamos levantado, entre eles o fato de que o Euler teria ficado mais transtornado após a morte da mãe”, disse.

De acordo com o delegado do 1º DP, a Polícia Civil trabalha para esclarecer dois pontos: se Euler agiu sozinho, e qual a origem das armas que ele carregava. “Nós já temos vários indícios que comprovam que ele estava sozinho, tanto pelas anotações, prova testemunhal. Estamos tentando refazer o trajeto dele com imagens”, explicou Caviola.

Hamilton Caviola explicou que o cronograma de trabalho da Polícia Civil inclui a oitivas de vítimas que sobreviveram ao ataque, dos policiais militares que participaram da ocorrência e de representantes da Catedral. Além disso, o Instituto de Criminalística ainda elabora laudos periciais do caso.

Relembre o ataque

Euler Fernando Grandolpho entrou na Catedral Metropolitana, abriu fogo contra fiéis no encerramento da missa, matou cinco pessoas e em seguida cometeu suicídio, no dia 11 de dezembro. Outras três ficaram feridas.

Entre as vítimas fatais, quatro tiveram o óbito constatado no local. Heleno Severo Alves, de 84 anos, ficou 24 horas internado no Hospital Mário Gatti, onde passou por cirurgia, mas não resistiu e morreu no dia seguinte.

Segundo a polícia, o atirador fez tratamento contra depressão e a família temia que ele cometesse suicídio. Ele não tinha antecedentes criminais, estudou publicidade e propaganda e foi assistente de promotoria no Ministério Público de São Paulo onde, segundo o órgão, exonerou-se em 2014.

Entre as hipóteses apuradas para explicar o crime estão o fato de Euler ter tido uma espécie de surto psicótico em decorrência de depressão. Segundo parentes e testemunhas que conviviam com ele, o atirador tinha mania de perseguição, chegando a denunciar vizinhos à polícia que supostamente o estariam seguindo.

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Primeira edição do Sisu 2019 deve abrir mais de 235 mil vagas
Um novo avião tem WhatsApp grátis nos voos entre Portugal e o Brasil
Pode te interessar