Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 30 de setembro de 2017
Cidadãos da região espanhola da Catalunha foram chamados para ir às urnas neste domingo para um plebiscito a respeito de uma possível separação da Espanha. O governo regional catalão – controlado por separatistas – quer declarar independência da região se o “sim” vencer no plebiscito. Já o governo central espanhol considera a votação ilegal, e a Justiça ordenou sua suspensão.
Tanto que a polícia espanhola já prendeu, com autorização da Justiça, líderes catalães em uma tentativa de evitar o pleito, despertando protestos populares em diferentes cidades da Espanha. Para tentar impedir a consulta popular, centros de votações e de contagem de votos estão sendo fechados pela polícia, que foi orientada a recolher urnas e cédulas.
O centro de telecomunicações da região também está sendo monitorado por policiais para evitar o voto eletrônico no pleito e o governo central determinou que a Polícia Nacional reforce a segurança na Catalunha e dê suporte à força local, a Mossos d’Esquadra.
Mais da metade das 2.315 escolas que funcionariam como seções eleitorais foram fechadas pela polícia. Mas cerca de 163 unidades de ensino foram ocupadas pacificamente na sexta-feira por defensores do plebiscito.
Muitos pais decidiram acampar com seus filhos nas escolas na tentativa de assegurar a realização da polêmica consulta, que o governo central quer evitar de qualquer maneira. Apesar da ordem para desocupar todas as seções eleitorais, pais e filhos passaram a tarde de sábado participando de brincadeiras lúdicas nas escolas ocupadas pelos pró-plebiscito.
Ainda assim, o clima é tenso na região e não se sabe como a polícia vai reagir neste domingo, quando milhares de eleitores vão poder responder a uma única pergunta: “Você quer que a Catalunha se torne um Estado independente na forma de uma República?”.
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