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Economia Polícia Federal abre inquérito sobre o Banco Master com base em informações passadas pelo Banco Central ao Ministério Público

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Investigações revelam uso de CDBs, fundos e empresas de fachada para transferir recursos do banco. (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal (PF) investiga suspeitas de irregularidades na gestão do Banco Master e na tentativa de aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB). O inquérito foi aberto a partir de documentos enviados ao Ministério Público pelo Banco Central, que rejeitou autorização para o negócio no início do mês.

Em nota, o Banco Master disse que “não tem conhecimento dos fatos e foi surpreendido pelo tema”. O BRB também disse desconhecer a investigação. “A instituição ressalta sua ampla colaboração com todos os órgãos sempre que solicitado”, diz. O BC, por sua vez, não comentou.

A documentação relacionada ao caso foi inicialmente repassada ao Ministério Público Federal, que então o enviou à PF. A abertura do inquérito foi revelada pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmada pelo jornal O Globo.

O Banco Central tem dever legal de comunicar autoridades competentes quando se depara com ilícitos ou descumprimentos normativos. No caso do Master, o regulador se debruçou com lupa sobre diversos documentos relativos a negócio desejado com o BRB. Foram vários pedidos de documentos adicionais durante a avaliação da operação, que acabou rejeitada após cinco meses de análise.

Risco alto e irregularidades

Um dos motivos da negativa do BC foi o risco de sucessão. Para o regulador, mesmo após a exclusão de alguns ativos e passivos problemáticos da operação, o BRB poderia ser cobrado no futuro por dívidas e compromissos não honrados pelo Master, já que iria adquirir 49% do capital total do banco privado.

O BC também viu irregularidades durante a análise na venda de carteiras de crédito do Master ao BRB mesmo antes do anúncio da operação, que foi informada ao público em geral no dia 28 de março.

Desde o início, a tentativa de aquisição gerou questionamentos no mercado financeiro devido às dificuldades financeiras do Master e pelo fato de o BRB ser um banco público.

O Master cresceu nos últimos anos com uma estratégia de captação agressiva. Ele oferecia no mercado CDBs com retornos muito acima da média do mercado, com a salvaguarda do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Por outro lado, o ativo para fazer frente ao pagamento futuro desses títulos aos investidores que o adquiriram é bastante ilíquido, como precatórios e investimentos em empresas em dificuldades financeiras. Mesmo com esses títulos retirados da operação, o regulador avaliava que havia um risco de corresponsabilidade pelo BRB em meio aos problemas de liquidez do banco privado. As informações são do jornal O Globo.

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1 Comentário
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Anderson Cardoso da Silva
1 de outubro de 2025 00:26

Sul Brasileiro 2025..

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