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Brasil Polícia Federal apura compra de Medida Provisória no governo Lula

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Filho de Lula é sócio de empresa suspeita (Foto: Reprodução)

Nos inquéritos originados pela Operação Zelotes que investiga o esquema de corrupção no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), a PF (Polícia Federal) e o MPF (Ministério Público Federal) apuram a suposta “compra” de uma medida provisória durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Um dos principais alvos do rastreamento são os 36 milhões de reais pagos, desde 2009, pelos escritórios Marcondes & Mautoni e SGR à CAOA, fabricante de veículos da sul-coreana Hyundai, e à MMC, representante da japonesa Mistubishi.

Mensagens entre envolvidos nas negociações citam ofertas de propina a agentes públicos para viabilizarem um ato normativo que prorrogasse os incentivos fiscais ao setor. O benefício se efetivou com a Medida Provisória 471.
“Se escândalo envolvendo favores tributários não for objeto da CPI do Darf, não sei mais o que investigaremos”, ironizou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O oposicionista defende que os citados se apresentem à comissão para se explicar.

Filho de Lula

Transações financeiras entre o escritório Marcondes e a LFT Marketing Esportivo são um dos alvos da investigação federal. A empresa tem como sócio Luís Cláudio da Silva, filho de Lula. Ele já confirmou ter recebido 2,4 milhões de reais em 2014 e 2015, referentes a um projeto desenvolvido no segmento esportivo, sua área de atuação. O tipo de serviço, no entanto, não foi detalhado.

Documentos mostram que o escritório também fez seis pagamentos a Paula Barcellos, mulher de um amigo de Lula. Os valores totalizam 5,9 milhões de reais. O escritório justificou ter adquirido o imóvel, “com escritura em posse da Polícia Federal, que confirmará a veracidade dessa informação”.

Em 2013, a mesma consultoria fez um pagamento ao escritório Spíndola Palmeira Advogados, pertencente aos filhos de Lytha Spíndola, secretária da Câmara de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento. A pasta foi uma das responsáveis pela elaboração da MP. Lytha nega o recebimento desses valores ou a participação em tratativas sobre o assunto. (Marcello Campos com agências)

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