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Política Polícia Federal atende Bolsonaro e desliga central de ar-condicionado durante a noite

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Mandado também previa busca e apreensão de acessórios e documentos de registro. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

A Polícia Federal (PF) passou a desligar, durante o período noturno, os geradores que alimentam o sistema de ar-condicionado central do edifício onde o ex-presidente Jair Bolsonaro está detido em Brasília. A decisão foi adotada após solicitações feitas pela defesa do antigo mandatário, que vinha relatando incômodo contínuo causado pelo funcionamento dos equipamentos durante a noite.

A medida foi implementada pela corporação como forma de reduzir o desconforto associado ao barulho produzido pelo sistema, sem comprometer as atividades administrativas e operacionais da PF ao longo do dia. A avaliação interna considerou que o desligamento noturno não traria prejuízos relevantes ao funcionamento do prédio nem à segurança do local.

Os geradores responsáveis pela climatização ficam instalados em uma área externa do edifício, mas em posição considerada muito próxima à sala onde o ex-presidente cumpre a pena. De acordo com integrantes da equipe de defesa, o ruído constante produzido pelos equipamentos estaria dificultando o descanso adequado, além de provocar um mal-estar persistente, especialmente durante a madrugada.

Com a nova definição, ficou estabelecido que o desligamento dos geradores ocorrerá diariamente entre 19h30 e 07h30. Nesse intervalo de aproximadamente 12 horas, o sistema de ar-condicionado central permanecerá inativo, com o objetivo de assegurar maior silêncio no ambiente durante o período destinado ao repouso noturno.

A questão do barulho chegou a ser formalmente levada pela defesa ao Supremo Tribunal Federal (STF). No pedido apresentado, os advogados afirmaram que as condições relatadas configurariam “situação que ultrapassa o mero desconforto e passa a caracterizar perturbação contínua à saúde e integridade do preso”, solicitando providências para a correção do problema.

Antes da adoção da medida, o tema também ganhou repercussão pública. Na terça-feira (13), em postagem nas redes sociais, o ex-vereador Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, afirmou que a PF teria fornecido “protetores auriculares” ao pai como alternativa para minimizar o incômodo. Na mesma publicação, ele criticou a solução adotada, alegando que, em vez de “eliminar a causa do problema”, por meio do conserto do equipamento, a corporação teria optado por uma “suposta medida”.

Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal desde o dia 22 de novembro do ano passado, após ser condenado a uma pena de 27 anos e três meses de prisão por cinco crimes diferentes. O ex-presidente permanece no local enquanto cumpre a determinação judicial. (Com informações do jornal O Globo)

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