Quarta-feira, 20 de maio de 2026

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Brasil Polícia Federal realiza a sexta fase da Operação Zelotes com foco no grupo Gerdau

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A Zelotes, cuja primeira fase foi deflagrada em março do ano passado, investiga um dos maiores esquemas de sonegação fiscal já descobertos no País (Foto: Guga Matos/Folhapress)

A PF (Polícia Federal) deflagrou a 6ª fase da Operação Zelotes na manhã desta quinta-feira (25). O alvo da vez é o grupo Gerdau. Foram cumpridos 22 mandados de condução coercitiva e 18 de busca e apreensão, em Brasília/DF, Porto Alegre/RS, São Paulo/SP, Rio de Janeiro/RJ e Recife/PE, além de 2 oitivas autorizadas judicialmente realizadas no complexo da Papuda, em Brasília/DF.

A Operação Zelotes investiga fraudes em julgamentos no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), ligado ao Ministério da Fazenda. Um dos alvos desta etapa é o grupo siderúrgico Gerdau. A suspeita é que o grupo, com atividades em 14 países, tenha tentado interferir no Carf no pagamento de multas que somam 1,5 bilhão de reais. Um dos mandados de condução coercitiva para André Gerdau, diretor-presidente  e presidente do comitê executivo da Gerdau.

Agentes saíram às ruas para cumprir 18 mandados de busca e apreensão e 22 de condução coercitiva (quando a pessoa presta depoimento na delegacia e depois é liberada), mas nenhum de prisão. Segundo a polícia, o grupo Gerdau fechou contratos com escritórios de advocacia que atuaram de maneira ilícita para manipular o andamento de julgamentos e decisões no Carf.

Em nota divulgada na manhã desta quinta-feira, a empresa informou que está colaborando integralmente com as investigações da Polícia Federal e que não concedeu qualquer autorização para que seu nome fosse utilizado em pretensas negociações ilegais. A Gerdau disse ainda que repele veementemente qualquer atitude que tenha ocorrido. Ao concluir a nota, a empresa afirma que está à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos que vierem a ser solicitados.

A Zelotes foi deflagrada há um ano, em março de 2015. Inicialmente, o alvo da operação era o esquema de fraudes nos julgamentos do Carf.

Segundo as apurações, conselheiros suspeitos de integrar o esquema criminoso passavam informações privilegiadas de dentro do Carf para escritórios de assessoria, consultoria ou advocacia. Esses escritórios, de acordo com os investigadores, procuravam empresas multadas pela Receita Federal e prometiam controlar o resultado dos julgamentos de recursos. O esquema teria movimentado 19 bilhões de reais em irregularmente.

A PF diz que ficou “comprovado” que conselheiros e funcionários do órgão “defendiam interesses privados, em detrimento da União”, “valendo-se de informações privilegiadas”. Segundo a PF, mesmo depois do início da operação, as investigações encontraram indícios de que os crimes continuaram a ser cometidos.

Nota da Gerdau

A Gerdau comunicou uma nota oficial nesta quinta-feira sobre o caso. ” A Polícia Federal está, hoje pela manhã, em suas dependências em relação à Operação Zelotes. A Gerdau esclarece que não tem mais informações até o momento, mas está colaborando integralmente com as investigações da Polícia Federal.

Ressalte-se ainda que, com base em seus preceitos éticos, a Gerdau não concedeu qualquer autorização para que seu nome fosse utilizado em pretensas negociações ilegais, repelindo veementemente qualquer atitude que possa ter ocorrido com esse fim”, diz a nota. (AG)  

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