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Política Polícia Federal divulga nota em defesa de investigações em meio a atrito com o Supremo

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Documento assinado pelos 27 superintendentes regionais fala em imparcialidade e “equipe orientada exclusivamente pelos fatos” e que ”não se submete a interesses políticos”

Foto: Agência Brasil
(Foto: Agência Brasil)

Os 27 superintendentes regionais da PF (Polícia Federal) divulgaram nesta quinta-feira (6) uma nota conjunta sobre “compromisso da instituição” com a Constituição, a legalidade, imparcialidade e o Estado Democrático de Direito.

O documento destaca que a instituição construiu ao longo de 82 anos credibilidade perante a sociedade brasileira e que decorre da atuação técnica e independente de seus servidores, “orientada exclusivamente pelos fatos”, pelas provas e pelos mecanismos de controle previstos no ordenamento jurídico.

“A atividade investigativa da Polícia Federal não se submete a interesses políticos, ideológicos ou pessoais, mas ao estrito cumprimento da lei”, reforça. A divulgação da nota vem em meio ao atrito da PF com o gabinete do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), no caso das fraudes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Na semana passada, a PF acionou a AGU (Advocacia-Geral da União) para uma medida jurídica contra a recente decisão do magistrado na relatoria do caso. Algo inédito.

O ministro determinou que a PF junte aos autos de forma imediata todas as informações do caso e perícias transcritas na íntegra. E também ordenou que qualquer afastamento de policiais da equipe de investigação seja comunicado previamente ao seu gabinete. Em maio, a PF mudou de coordenação a responsabilidade pelo inquérito do INSS e o episódio desagradou o gabinete do ministro.

A rota de colisão entre PF e Mendonça, porém, começou antes, quando o relator do caso determinou que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ficasse de fora do caso e sem acesso a informações. No começo deste mês, o chefe da PF rebateu e disse a jornalistas que “cumpre essa regra há mais de 20 anos, quando se tornou delegado”, referindo-se a não interferir em inquéritos de subordinados.

Esse caso INSS envolve Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No começo do ano, o STF quebrou os sigilos bancário e fiscal dele. Ele é apontado na investigação como suposto sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, preso desde o fim do ano passado.

Para tentar estancar a crise, o advogado-geral da União, Jorge Messias, articula uma reunião entre o ministro da Justiça, Wellington César, e o ministro André Mendonça para distensionar a relação entre a PF e o gabinete do relator de três inquéritos que citam Lulinha.

“Para o adequado exercício de sua missão constitucional, é indispensável a preservação da independência técnica das investigações e da autonomia administrativa necessária à gestão eficiente de seus recursos e prioridades institucionais”, diz a nota assinada pelos superintendentes, indicados pelo diretor-geral.

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Eloa Gute
6 de agosto de 2026 17:04

Se o lulinha fez besteira que seja investigado e punido. Mas cadê as investigações do Flávio Bolsonaro, que confessou o roubo de milhões do banco Master??? O dinheiro é de pessoas, banco só guarda o dinheiro, e o Flávio, negou, que conheceu Vorcaro, mas depois descobriram e ele falou que tinha pego milhões!! Porque não investigam isso desde o Bolsonaro, os outros filhos, o Eduardo Bolsonaro, não trabalha, vive de que mos EUA????

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