Quarta-feira, 04 de março de 2026
Por Redação O Sul | 4 de março de 2026
De acordo com investigações, até ações violentas contra os adversários estavam no planejamento de Vorcaro.
Foto: Reprodução/InstagramA nova prisão do banqueiro Daniel Vorcaro foi decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça depois que investigadores da Polícia Federal detectaram indícios que o dono do Banco Master ordenou a invasão aos sistemas de informática do Ministério Público Federal para obter cópia de documentos sigilosos de investigações contra ele, o monitoramento de adversários e até mesmo ações violentas contra os mesmos.
Essas informações foram encontradas em diálogos do celular dele, apreendido em novembro na primeira fase da Operação Compliance Zero.
Por isso, entre os crimes em apuração nessa terceira fase da Operação Compliance Zero está o de invasão de dispositivos informáticos.
A PF também colheu indícios de que Vorcaro determinou o “monitoramento” de adversários, por meio de um policial aposentado e um outro aliado, que foram alvos de prisão na operação. As conversas ainda apontaram que o banqueiro encomendava retaliações contra esses adversários, dentre eles jornalistas que publicavam informações desfavoráveis ao banqueiro. Os diálogos citavam inclusive a realização de ações violentas contra eles, o que foi enquadrado como suspeita do crime de ameaça.
A PF encontrou documentos sigilosos de investigações no celular dele e passou a apurar a contratação de hackers ou outra forma de invasão dos sistemas do Ministério Público.
Os investigadores ainda consideram que Vorcaro mentiu sobre o assunto. Em seu depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) prestado no dia 30 de dezembro, ele foi questionado pela PF se tinha obtido acesso a investigações sigilosas. Na ocasião, a resposta de Vorcaro foi negativa.
Com esses novos elementos, a PF argumentou ao Supremo que a liberdade de Vorcaro poderia resultar em riscos para as investigações em curso, já que ele teria o poder de invadir dispositivos de informática e ter acesso a informações sigilosas.
(Com informações do jornal O Estado de S.Paulo)
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