Sábado, 07 de março de 2026
Por Redação O Sul | 5 de março de 2026
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em São Paulo (Ficco/SP) cumpriu nessa quinta-feira (5) mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva nas cidades de São Paulo e Jundiaí (SP) no âmbito da Operação Bazaar.
Segundo informações da Polícia Federal (PF), as apurações indicam que o grupo, formado por doleiros e operadores financeiros, teria estruturado um esquema de pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos, além de empregar artifícios como fraude processual, manipulação de procedimentos investigativos e destruição de provas, visando assegurar a continuidade das atividades ilícitas.
A operação da Ficco/SP foi uma ação coordenada com o Gaeco do Ministério Público do Estado de São Paulo e com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil e tem como objetivo aprofundar investigação sobre possível corrupção policial voltada à proteção de uma organização criminosa especializada em lavagem de capitais.
A Ficco/SP é composta atualmente pela Polícia Federal, pela Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP/SP), pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) e pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP/SP).
Ministério Público
Leia a nota divulgada pelo Ministério Público de SP: “Nesta quinta-feira (5/3), o Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), em ação conjunta com a Polícia Federal, por intermédio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), e com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil, deflagrou a Operação Bazaar, destinada a desarticular um amplo e estruturado esquema de corrupção policial voltado à proteção de uma organização criminosa especializada em lavagem de capitais.
“Segundo as investigações, o grupo criminoso era composto por doleiros, operadores financeiros e indivíduos com extenso histórico de prática de atos de lavagem de capitais. A organização atuava de forma coordenada para assegurar a continuidade das práticas criminosas e evitar a responsabilização de seus integrantes. Para isso, fazia pagamentos sistemáticos de vantagens indevidas a agentes públicos, além de adotar estratégias de fraude processual, manipulação de procedimentos investigativos e destruição de provas no âmbito de inquéritos policiais.
“A operação tem como objetivo romper a estrutura de proteção institucional indevida construída pelo grupo, bem como promover a responsabilização criminal dos envolvidos.
“No total, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, inclusive em unidades policiais, além de 11 mandados de prisão e seis mandados de intimação relativos a medidas cautelares diversas da prisão, direcionados a integrantes da organização criminosa, advogados e policiais civis.
“Por fim, em reunião conjunta com a Corregedoria da Polícia Civil, deliberou-se pela realização de correições extraordinárias em todas as unidades policiais envolvidas para promover a responsabilização disciplinar e apurar eventuais outros ilícitos ocorridos nas repartições.”
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