Quarta-feira, 24 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 1 de setembro de 2015
A PF (Polícia Federal) indiciou, na terça-feira, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e mais 13 investigados na 17 fase da Operação Lava-Jato. Os acusados responderão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Com o indiciamento, cabe ao MPF (Ministério Público Federal) decidir se denuncia os acusados à Justiça.
Com base nas afirmações feitas pelo empresário Milton Pascovicth em depoimentos de delação premiada, a PF concluiu o inquérito com as acusações contra Dirceu, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, o ex-executivo da empreiteira Engevix Gerson Almada e outros acusados. De acordo com as investigações da PF, ficou comprovado o recebimento de vantagens ilícitas pelo grupo, que, segundo a investigação, era comandado por Dirceu.
“Jose Dirceu constituiu a empresa JD Consultoria e Assessoria, pessoa jurídica que canalizou parte dos valores ilícitos, assim como parte fora repassada em espécie por “operadores” que atuam à [margem] do sistema financeiro nacional”, diz a PF.
Dirceu está preso há um mês na Superintendência da instituição em Curitiba (PR). Em depoimento, na segunda-feira, em reunião da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras, realizado em Curitiba, o ex-ministro foi o primeiro a ser ouvido na série de depoimentos que a comissão marcou. Dirceuse manteve em silêncio e não respondeu às perguntas feitas pelos parlamentares.
Em nota à imprensa, a defesa de Dirceu informou que está analisando a denúncia e que vai se pronunciar no momento oportuno. O advogado Luis Flávio D’Urso, que defende o ex-tesoureiro do PT, disse que ainda não teve acesso à denúncia, mas reafirmou que Vaccari somente arrecadou doações lícitas, que foram feitas por meio de depósitos bancários e com recibos. (AG)
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