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Política Polícia Federal investiga ex-senador Romero Jucá e filho em suposto esquema de candidaturas laranjas em Roraima

O ex-senador Romero Jucá (foto) e Rodrigo Jucá, filho dele, são suspeitos de comandar o esquema

Foto: Jose Cruz/Agência Brasi
(Foto: Jose Cruz/Agência Brasil)

A PF (Polícia Federal) deflagrou nesta quarta-feira (11) uma operação contra supostas candidaturas laranjas nas eleições do ano passado em Roraima, envolvendo o MDB e o PSD. O ex-senador Romero Jucá (MDB) e Rodrigo Jucá, filho dele, são suspeitos de comandar o esquema.

Em nota, a assessoria do diretório do MDB em Roraima e do ex-senador Romero Jucá disse desconhecer as investigações e repudiou “qualquer ilação de cometimento de irregularidade”.

Também em nota, o PSD informou que as denúncias apresentadas se referem às eleições de 2018 e, portanto, não existe nenhuma relação ou envolvimento com os atuais membros do diretório. A legenda afirmou que “o PSD Roraima segue rigorosamente o que determina a legislação vigente” e se colocou à disposição para fornecer informações adicionais.

Operação

A operação recebeu o nome de Títeres, em referência aos fantoches movidos por terceiros por meio de cordéis ou manipulação direta das mãos de seu operador.

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão contra envolvidos no esquema – Romero e Rodrigo Jucá não foram alvos. A PF também não esteve nas sedes locais dos partidos, mas cumpriu os mandados nas residências dos supostos laranjas e de políticos que teriam sido beneficiados pelo esquema, além de uma empresa de consultoria e assessoria.

Investigações

Segundo a PF, a operação mira fraudes e desvios de recursos públicos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha durante o pleito eleitoral de 2018. Os mandados foram expedidos pela justiça da 1ª Zona Eleitoral de Roraima.

“As investigações tiveram início após constatação que determinado partido político, em Roraima, obteve um índice de ‘custo de votos em reais’ referente às candidatas ao cargo de deputado federal ou estadual 20 vezes superior à média brasileira”, informou a PF.

Na investigação, a PF encontrou candidatas do PSD que receberam muitos recursos, mas tiveram número irrisório de votos. O dinheiro era oriundo do MDB. Em um dos casos, uma candidata a deputada estadual pelo PSD recebeu quase R$ 105 mil, mas teve só nove votos.

“Apesar das candidatas investigadas serem de um partido, a maior parte dos recursos destinados a elas seria oriunda de outro partido que participava de mesma coligação à época”, detalhou a PF.

Ainda acordo com a polícia, o esquema usava o dinheiro obtido para as candidatas laranjas para obter recursos que eram desviados a candidatos que efetivamente disputariam o pleito, pagamentos de empresas de fachadas, ou para serviços que não teriam sido executados.

Os principais crimes investigados são associação criminosa, a falsidade ideológica eleitoral e a apropriação de valores do financiamento eleitoral, crimes cujas penas, somadas, podem chegar a 14 anos.

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