Segunda-feira, 25 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 14 de setembro de 2015
A PF (Polícia Federal) apura se a Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, controlada pelo empresário Ricardo Magro, pagou despesas de campanha do senador Valdir Raupp (PMDB-RO) em 2010. No inquérito que investiga o congressista por suspeita de ter recebido 500 mil reais em propina na forma de doações da empreiteira Queiroz Galvão, a PF anexou notas fiscais de 300 mil reais emitidas por aliados do peemedebista, na reta final da campanha, sem indícios de prestação de serviços para a refinaria privada.
Uma gráfica de Porto Velho (RO), a Angular, emitiu uma nota da suposta venda de 18 milhões de formulários para a Refinaria de Manguinhos, a 3.384 quilômetros de distância. Segundo a nota fiscal número 1.016, de 24 de setembro de 2010, seriam formulários de entrada e saída de veículos, de controle de fabricação e produção e de controle de pessoal autorizado.
A Angular Formulários pertence a Izaías Pereira Júnior, o Júnior da Graff Norte – gráfica que produziu o material de campanha do senador e de sua mulher, a deputada federal Marinha Raupp. No mesmo dia que a Angular emitiu a nota, o escritório de advocacia Almeida e Almeida também emitiu uma nota de 100 mil reais para a Refinaria de Manguinhos. O destinatário dos supostos honorários seria José de Almeida Júnior, concunhado de Raupp e ex-chefe da Casa Civil durante o mandato do peemedebista como governador de Rondônia.
“Seis dias após os pagamentos da Refinaria [de] Manguinhos, o casal Raupp quitou o valor de 339 mil reais junto à Graff Norte”, diz o relatório de inteligência da PF que integra o inquérito de Raupp que corre no STF (Supremo Tribunal Federal). (Folhapress)
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