Segunda-feira, 25 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 14 de setembro de 2015
O agravamento da crise no governo Dilma Rousseff intensificou o contato de membros do PMDB aliados ao vice-presidente da República, Michel Temer, com integrantes da oposição e levou o PSDB a discutir, internamente, que papel a sigla deve exercer caso a petista deixe a Presidência e o peemedebista assuma o comando do Executivo federal.
Nesse cenário, é consenso entre os tucanos que o partido será obrigado a participar de um “acordo para dar sustentação política” à nova gestão no Congresso. Em contrapartida, há uma expectativa de que Temer se comprometa a não disputar a reeleição. Há divergências, no entanto, se devem integrar ministérios em um eventual mandato de Temer. Dois dos principais nomes da sigla, o senador Aécio Neves (MG), presidente do partido, e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, avaliam que o PSDB não deve indicar quadros.
Em reuniões com aliados ao longo da última semana, Aécio deixou claro que, ainda que seja inevitável a sigla pactuar um acordo em torno de um programa de governo de Temer no Congresso, não quer que o partido endosse indicações na Esplanada.
Alckmin também defendeu a auxiliares que o PSDB não participe de uma eventual gestão de Temer. Publicamente, o governador deu pistas de sua posição sobre o assunto. No último dia (07), questionado se o vice teria condições de “reagrupar” as forças políticas, elogiou Temer. Mas ressaltou que a crise que dragou Dilma Rousseff é “governista”, estendendo-a aos demais integrantes da gestão.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso participa dessas discussões. Ele esteve com Temer recentemente, em um encontro privado. Em artigo publicado no último dia 6, avaliou que a queda de Dilma por si só não cessaria a instabilidade no País e defendeu a formação de “um novo bloco de poder”. (Folhapress)
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