Segunda-feira, 20 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 19 de julho de 2026
A Polícia Federal indiciou nesta semana uma primeira leva de 48 investigados por envolvimento nas fraudes bilionárias do INSS.
Na lista, estão figuras como o ex-presidente do órgão Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral do órgão Virgílio de Oliveira Filho, o ex-diretor de benefícios André Fidelis e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado nas investigações como cabeça do esquema que roubou milhões de aposentados no país.
Relatadas pelo ministro André Mendonça, as investigações continuam e devem produzir, já nas próximas semanas, novas levas de indiciamentos.
Na primeira lista, a PF citou crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva e ativa.
Com o primeiro relatório, algumas defesas acreditam que o ministro do STF irá determinar a soltura dos investigados ainda presos, o que seria uma excelente notícia para figurões que temem eventuais delações premiadas dos líderes do esquema.
Um dos pontos ainda pendentes é a investigação que envolve um dos filhos do presidente Lula, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Mendonça deu 60 dias para que a PF concluísse a análise de materiais encontrados nos celulares e computadores dos investigados, mas a corporação informou que não tinha como cumprir o prazo por questões de falta de pessoal.
Enquanto a investigação contra Lulinha segue parada, as outras frentes avançam, pressionando Mendonça a analisar pedidos de relaxamento das prisões e outras medidas solicitadas pelos investigados.
PF aponta que deputado federal Euclydes Pettersen oferecia blindagem política no INSS
O deputado federal licenciado Euclydes Pettersen, presidente do partido Republicanos em Minas Gerais, exercia um papel estratégico no esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS, segundo o inquérito da Operação Sem Desconto. De acordo com a Polícia Federal, a principal função atribuída ao parlamentar era oferecer blindagem política ao grupo e garantir a nomeação de diretores estratégicos no INSS. O documento aponta ainda que Pettersen teria sido o integrante mais bem remunerado da organização, com cerca de R$ 14,7 milhões em propinas provenientes de empresas de fachada.
O inquérito também afirma que o deputado tinha o hábito de movimentar grandes quantias em dinheiro vivo, transportadas em aeronaves. Segundo a investigação, ele teria pago R$ 1 milhão em espécie na compra de parte de uma fazenda em Mato Grosso e recebido R$ 400 mil em dinheiro após a venda de dólares por um vereador do interior de Minas Gerais. Pettersen é um dos 48 indiciados na Operação Sem Desconto e responde, no inquérito, por suspeitas de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Com informações da Revista Veja e R7.
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