Quinta-feira, 23 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 23 de julho de 2026
A Polícia Federal faz uma grande operação contra um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas. A organização criminosa, que teria ligação com as facções PCC e Comando Vermelho, teria enviado cerca de 6,5 toneladas para diversos países da Europa desde 2021.
Para burlar a fiscalização, o bando camuflava a droga em sacos de café, cimento e argamassa e fazia adulteração química de substâncias. “Um exemplo seria a cocaína diluída em garrafas de refrigerante”, destacou a PF.
Foram cumpridos nessa quinta-feira (23) 13 mandados de prisão preventiva e 44 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo. A Justiça também determinou o cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão, além do sequestro de ativos e bloqueio de bens até o limite de R$ 1 bilhão, em desfavor de pessoas físicas e jurídicas investigadas. Pelo menos nove pessoas foram presas.
Em setembro de 2025, foi apreendida cerca de meia tonelada de cocaína escondida em sacas de café, no Porto do Rio de Janeiro, com destino à Eslovênia. Essa remessa ajudou a subsidiar as investigações.
“Desde 2021, a organização enviou cerca de 6,5 toneladas de cocaína para diversos países da Europa, bem como mantinha vínculos operacionais com as duas maiores facções criminosas em atuação no Brasil”, afirmou a PF.
A organização utilizava contêineres em embarcações de carga para levar a cocaína ao outro lado do Oceano Atlântico.
“As apurações revelaram que o grupo criminoso estruturou uma complexa rede logística com ramificações na América do Sul (Bolívia e Paraguai), Europa (Alemanha, Espanha, Bélgica, Eslovênia e França) e Ásia (Tailândia), focada na exportação marítima de cocaína para o continente europeu”, detalhou a PF.
Narcoestrutura
A PF afirma que o grupo criminoso movimentou valores bilionários por meio de “uma macroestrutura financeira de ocultação patrimonial”.
“O esquema operava sob diferentes tipologias de lavagem de dinheiro, que incluíam empresas ‘noteiras’ e de fachada; ‘criptodoleiros’; bens de luxo e imóveis de alto padrão”, listou.
Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa transnacional, tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais.
A Operação Commodity foi desenvolvida no contexto da Missão Redentor II e contou com o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) nos estados de SP e MG. (As informações são da CNN Brasil e g1)
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