Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 10 de junho de 2017
A PF (Polícia Federal) pediu a ampliação do prazo para concluir a investigação contra o presidente Michel Temer (PMDB) e o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). O ministro Edson Fachin, relator do inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal), havia pedido, no dia 30, que a investigação fosse encerrada em um prazo de dez dias, que se esgotou. A quantidade de dias pedidos não foi informada no andamento do processo no STF.
O alargamento do prazo à PF, se atendido por Fachin, não impede o Ministério Público Federal de, no meio tempo, oferecer denúncia ao STF contra o presidente Temer e Loures, seu ex-assessor especial da Presidência, alvo da Operação Patmos. A formalização da acusação pode ser feita mesmo sem o relatório final da PF, se a Procuradoria-Geral da República estiver convicta de que houve crimes.
Temer e seu ex-assessor especial, que está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, passaram a ser investigados pelo Ministério Público Federal com base nas delações de executivos da empresa JBS, sob a suspeita de prática dos crimes de corrupção passiva, participação em organização criminosa e obstrução à investigação de organização criminosa; eles negam qualquer crime.
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