Quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 6 de dezembro de 2017
A PF (Polícia Federal) prendeu em Ribeirão Preto (SP) na terça-feira (5) um suspeito de atuar como falso cônsul da Albânia.
O empresário Eliezer Marins, de 37 anos, foi detido em flagrante e apresentava credenciais, como uma carteira com o Brasão da República e uma identificação em seu veículo, não reconhecidas pelo Ministério das Relações Exteriores.
Ele foi levado ao CDP (Centro de Detenção Provisória) da cidade e responderá por falsificação de selo ou sinal atribuído a entidade de direito público, crime inafiançável que prevê até seis anos de prisão.
Segundo a PF, a defesa do suspeito ainda não se apresentou. O escritório dele ficou fechado na terça-feira e ninguém atendeu os telefonemas.
Falso cônsul
O suspeito começou a ser investigado há um mês depois que o Ministério das Relações Exteriores comunicou a polícia sobre um homem que se apresentava indevidamente como agente consular do país europeu em Ribeirão.
“Para alguém se apresente como integrante do corpo consular é necessário que essa pessoa tenha a indicação do país de origem, ainda que seja brasileiro, e após essa indicação, que ele seja reconhecido e creditado pelo Ministério das Relações Exteriores. No caso nós não tivemos isso”, afirma o delegado chefe da PF Edson Geraldo de Souza.
Com ele, a PF apreendeu uma carteira diplomática não reconhecida oficialmente e um veículo de luxo com placas que o identificavam como agente consular.
“Tínhamos uma pessoa se apresentando como integrante do corpo consular sem na verdade ter autorização do governo brasileiro”, afirma Souza.
Segundo o delegado, as atividades do suspeito na condição de falso cônsul ainda devem ser apuradas.
“Vamos estabelecer uma investigação para saber a origem dessa documentação, quais são as atividades que foram desenvolvidas enquanto representante de um corpo consular não autorizado e isso tem o prazo de 10 dias para ser encerrado”, disse.
Solto quatro horas depois
Suspeito de atuar como falso cônsul da Albânia, o empresário Eliezer Marins foi solto por determinação da Justiça quatro horas após ser preso em flagrante pela Polícia Federal.
Segundo a PF, Marins apresentava credenciais, mas elas não foram reconhecidas oficialmente pelas autoridades brasileiras.
A advogada Maria Carolina Haram nega que o empresário tenha falsificado os documentos, afirmando que ele foi diplomado adido da Albânia e que o erro ocorreu no consulado desse país. A defesa destaca que Marins não foi indiciado.
“Ele foi nomeado, tem a documentação, foi diplomado, e agora vamos atrás dessa situação porque houve um erro no consulado da Albânia. Vamos tomar todas as medidas legais e cabíveis para resolver essa situação. Mas, o doutor Eliezer foi vítima de uma situação”, disse.
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