Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 25 de maio de 2021
O mafioso italiano Rocco Morabito, conhecido como “rei da cocaína” e preso no estado brasileiro da Paraíba, na noite de segunda-feira (24), foi transferido pela PF (Polícia Federal) para um local secreto nesta terça-feira (25).
O narcotraficante foi levado ao aeroporto Castro Pinto, em João Pessoa, a bordo de um SUV branco escoltado por outros três carros pretos e foi colocado em um avião da PF. O local para onde Morabito foi transferido “não será divulgado para a segurança do detido”, afirmaram fontes do Ministério da Justiça.
O mafioso italiano era considerado o segundo foragido mais procurado do sistema penal italiano, atrás apenas do chefe da Cosa Nostra, Matteo Messina Denaro.
O líder da ‘Ndrangheta foi detido em um hotel na cidade de João Pessoa, em uma operação deflagrada no âmbito de “uma investigação conjunta entre Brasil e Itália”, de acordo com a Polícia Federal.
Condenado à revelia a 28 anos de prisão, uma sentença que depois foi ampliada para 30 anos, Morabito estava foragido desde junho de 2019, quando fugiu da Prisão Central de Montevidéu, no Uruguai, onde estava preso há dois anos.
“O esconderijo no Brasil de um dos maiores chefe da ‘Ndrangheta confirma a ramificação internacional daquela que podemos considerar a organização criminosa mais importante da Itália, além da capacidade econômica e presença em territórios do mundo”, afirmou Gianluca Cantalamessa, gerente nacional do Departamento Antimáfia.
O mandado de prisão foi emitido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a PF, no momento da prisão Morabito estava acompanhado de outro fugitivo italiano, cuja prisão para fins de extradição à Itália também será solicitada ao STF.
Em nota, a PF informou que no dia 23 uma equipe de policiais italianos do Escritório Central da Interpol em Roma e dos Carabinieri (polícia italiana) se deslocou da Itália para o Brasil, na expectativa de se fazer a prisão.
“Há registros da atuação de Rocco Morabito com a organização do tráfico de drogas entre Brasil e Europa desde a década de 1990, conforme investigação à época realizada no âmbito de Operação denominada King. Operações mais recentes da PF também indicaram a relação das atividades da Ndrangheta com organizações criminosas brasileiras”, informou, em nota, a PF. As informações são da agência de notícias Ansa e da Agência Brasil.
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