Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 30 de agosto de 2021
A Polícia Civil gaúcha aguarda a conclusão do trabalho dos peritos para dar continuidade à investigação sobre a morte do montador de móveis de Rafael Theis Freitas, 38 anos. Morador da Zona Norte de Porto Alegre, ele foi visto com vida pela última vez na noite de 23 de agosto e teve o corpo encontrado cinco dias depois, na tarde de sábado (28), boiando na água do Guaíba na Ilha da Pintada.
Ainda não foram descartadas hipóteses como homicídio, suicídio, afogamento ou acidente, mas devido ao estado do cadáver – que teria ficado parcialmente submerso por tempo prolongado – as análises dos legistas serão fundamentais para proporcionar um panorama mais preciso sobre o que ocorreu.
Em paralelo, o inquérito prossegue com o levantamento de informações junto a familiares, amigos e conhecidos. O carro de Freitas – um Renault Clio vermelho – foi encontrado dias antes do corpo, em uma área próxima à ponte do rio Jacuí, na rodovia federal BR-290, na mesma região.
Os investigadores constaram alguns pontos intrigantes, como o fato de o automóvel estava trancado e mantinha em seu interior diversos objetos pessoais do proprietário, tais como carteira, documentos e cartões. Já o celular não foi encontrado.
O montador de móveis era casado pela segunda vez e pai de um adolescente de 15 anos e duas meninas, respectivamente de 5 meses e de 9 anos. Tanto o velório quanto o sepultamento foram realizados em um cemitério de Cachoeirinha (Região Metropolitana de Porto Alegre) no domingo, um dia seguinte à sua localização.
Os últimos momentos em que Freitas foi visto remontam ao final da tarde de segunda-feira (23), quando dirigiu o seu carro até uma clínica no bairro Boa Vista, onde se submetia semanalmente a três sessões de fisioterapia, devido a lesão na coluna.
Ele deixou o local antes das 20h, desacompanhado e novamente dirigindo o seu Renault Clio. Segundo testemunhas que trabalham no estabelecimento, o paciente parecia calmo e não demonstrava algum comportamento destoante.
Desaparecimentos
Em março, a Polícia Civil gaúcha inaugurou a Delegacia de Investigação de Pessoas Desaparecidas, responsável pela investigação do sumiço de pessoas maiores de 18 anos em Porto Alegre.
A unidade é vinculada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e funciona no segundo andar do Palácio da Polícia (Avenida João Pessoa, 2.050, sala 223, bairro Farroupilha, em Porto Alegre).
Embora a nova delegacia exista para investigação qualificada desse tipo de caso, o registro de ocorrência de pessoas desaparecidas pode ser efetuado em qualquer delegacia de polícia do Estado, inclusive na Delegacia Online, não sendo necessário a espera de qualquer tipo de prazo para o registro do boletim.
Em junho, a corporação engajou-se à Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, realizada pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP) em parceria com a Polícia Civil e o Ministério da Justiça. O mutirão, com uma semana de duração, contribuiu para a identificação de pelo menos oito pessoas até agora.
(Marcello Campos)
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