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Geral Polícia prende educador social suspeito de abusar sexualmente de crianças em abrigo em Porto Alegre

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A identidade do homem não foi divulgada. (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Agentes da Delegacia de Capturas do Departamento Estadual de Investigações Criminais prenderam, na manhã desta quarta-feira (07), em Viamão, um educador social suspeito de abusar sexualmente de crianças em um abrigo em Porto Alegre.

O mandado de prisão preventiva foi cumprido no bairro Vila Elza. De acordo com o delegado Arthur Raldi, o homem, de 33 anos, é suspeito de estuprar duas vítimas de 9 e 10 anos de idade.

“Os abusos teriam sido cometidos no abrigo onde o indivíduo trabalhava, em Porto Alegre. Além desse fato, existe a suspeita de que outra criança, de 11 anos, também tenha sido vítima dos mesmos abusos por parte do preso”, revelou o delegado.

Professor

No mês passado, a 2ª Vara Federal de Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, condenou a 65 anos e seis meses de reclusão em regime fechado um professor que integrava uma organização internacional de produção e compartilhamento de arquivos de pornografia infantil no ambiente virtual da Deep Web. O homem foi acusado de produzir e divulgar dezenas de fotografias e vídeos.

A pena também abrange o crime de estupro de vulnerável, cometido contra duas crianças da família do professor. A sentença foi dada pelo juiz federal Jorge Luiz Ledur Brito.

Cadastro

O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, sancionou, no final de janeiro, o Projeto de Lei 16/2016, de autoria do deputado estadual Maurício Dziedricki (PTB), que cria o Cadastro Estadual de Informações para Proteção da Infância e da Juventude, o chamado Cadastro de Pedófilos. A proposta foi aprovada por unanimidade no dia 5 de dezembro de 2017 na Assembleia Legislativa gaúcha.

O acesso ao Cadastro de Pedófilos deve ser feito pelo site da SSP (Secretaria da Segurança Pública) e permite que membros do Ministério Público, do Judiciário, da Polícia Civil e da Brigada Militar, além de pessoas envolvidas com a defesa dos direitos das crianças, como conselheiros tutelares e secretários de assistência social, possam agir de maneira mais efetiva e com medidas protetivas. “Mais do que culpar os criminosos, a importância do cadastro está em conhecê-los, para que possamos proteger nossas crianças desse horror”, enfatizou Sartori.

O cadastro possibilita um ponto de partida para as investigações policiais e facilitará o monitoramento dos criminosos. Há uma dificuldade na apuração de crimes dessa espécie: o silêncio da vítima, que, por medo de novas agressões ou por não querer reviver o sofrimento, acaba por não falar. Até porque, tais agressões, não raras vezes vêm de pessoas da família ou amigos próximos. O Rio Grande do Sul é o quarto Estado do País a ter um cadastro desse tipo. Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e São Paulo já têm esse controle.

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