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Rio Grande do Sul Policiais federais gaúchos ameaçam paralisar atividades se não forem incluídos na vacinação contra o coronavírus

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Entidades da categoria mencionam atuação em atividades como a escolta de imunizantes. (Foto: EBC)

Representantes de entidades ligadas ao servidores da Polícia Federal (PF) no Rio Grande do Sul divulgaram nota coletiva em que manifestam contrariedade com a não inclusão da categoria entre os primeiros grupos de servidores da segurança pública a receberem vacina contra o coronavírus. Eles ameaçam inclusive cruzar os braços se não houver mudança na diretriz de imunização.

A manifestação é assinada pelo presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul (Sinpef-RS), Júlio César Santos, pelo representante gaúcho do Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal, Vinícius Ilha, e pelos diretores regionais da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Josemauro Nunes, e da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Renato Garcia.

O grupo se considera injustiçado por ficar de fora da lista definida na quinta-feira (1º) e que tem como segmentos prioritários para a primeira dose servidores ativos da Brigada Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), Polícia Rodoviária Federal e Guardas Municipais.

Conforme detalhado pelo vice-governador e titular da Secretaria da Segurança Pública (SSP), Ranolfo Vieira Júnior, os demais servidores da área serão vacinados assim que houver sinalização nesse sentido por parte do Plano Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde.

Acontece que os policiais federais também não estão contemplados pela próxima chamada, que prevê o início da imunização de funcionários do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e Instituto-Geral de Perícias (IGP).

A definição dos grupos-alvo da maior remessa já recebida em pouco mais de dois meses de vacinação no Rio Grande do Sul foi tomada nesta quinta-feira (1º) por gestores estaduais e municipais de saúde, com participação do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), equipe diretiva da Secretaria da Saúde (SES). Ranolfo também se envolveu nas tratativas.

Paralisação de ativiades

“Caso os servidores da PF não sejam incluídos na determinação, poderá haver a suspensão das atividades até que sejam imunizados, em razão do alto grau de exposição decorrente de suas atividades, com elevado número de servidores contaminados e levados a óbito em razão do coronavírus”, ressalta a nota de protesto, que acrescenta:

“São os policiais federais os responsáveis pela escolta das vacinas que chegam no Estado, atuando diretamente na logística de contenção da doença. Além disso, durante toda crise sanitária, mantivemos o cumprimento de funções como a deflagração de operações policiais, expondo os servidores ao contato, custódia e escolta de presos, dentre outros”.

Por meio de seu site, o Sinpef-RS menciona que, na semana passada, as entidades representativas dos servidores da Polícia Federal já haviam protocolado ofícios à Secretária Estadual da Saúde (SES) e às 13 prefeituras com delegacias da corporação, a fim de “subsidiar a logística e oferecer infraestrutura, com locais de vacinação, armazenamento, transporte e profissionais para a aplicação, seguindo todas as exigências sanitárias”.

Por fim, os dirigentes desses sindicatos e associações informam que será protocolado nesta segunda-feira (5) um ofício ao governador Eduardo Leite, manifestando descontentamento e requerendo providências imediatas. “Convocamos todos a se unirem às nossas solicitações – gestores públicos, políticos e sociedade civil – para que possamos continuar na linha de frente do combate à criminalidade e à corrupção”, finaliza a mensagem.

(Marcello Campos)

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