Sábado, 10 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 15 de julho de 2016
As mortes prematuras causadas pela poluição atmosférica continuarão crescendo até 2040, a menos que o mundo altere a maneira como usa e produz energia, alertou a AIE (Agência Internacional de Energia). Cerca de 6,5 milhões de óbitos em todo o mundo são atribuídos todos os anos à má qualidade do ar em espaços abertos e fechados, o que a torna a quarta maior ameaça à saúde humana, atrás da pressão alta, dos riscos decorrentes de hábitos alimentares e do fumo.
Poluentes danosos como os materiais particulados – que podem conter ácidos, metais, partículas de solo e de poeira –, óxidos sulfúricos e óxidos de nitrogênio são responsáveis pelos efeitos mais disseminados da poluição atmosférica. Os minúsculos materiais particulados podem causar câncer de pulmão, derrames e doenças cardíacas a longo prazo, além de desencadear ataques cardíacos.
A liberação desses poluentes se deve sobretudo à produção e ao uso irregular ou ineficiente de energia, disse a IEA em um relatório especial sobre energia e poluição do ar. Embora exista a previsão de que as emissões globais irão diminuir de forma geral até 2040, as políticas energéticas atuais e em planejamento não bastarão para melhorar a qualidade do ar, revela o documento. (AG)
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