Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 14 de março de 2020
Noruega, Dinamarca, Polônia e Chipre anunciaram que fecharão suas fronteiras a todos os estrangeiros, elevando a oito o número de países que adotaram o isolamento extremo como forma de combater a pandemia de coronavírus.
Itália e Eslováquia estão em quarentena, com restrições a mobilidade mesmo dentro do país, e República Tcheca e Ucrânia já haviam tomado a medida mais cedo.
As medidas acompanham a expansão da doença pelo continente: a OMS anunciou na sexta-feira que é a Europa, e não mais a Ásia, o epicentro da pandemia global.
A Suíça também endureceu a passagem na fronteira com a Itália, permitindo a passagem apenas de cidadãos suíços.
A restrição dinamarquesa deve durar um mês a partir deste sábado, segundo a primeira-ministra Mette Frederiksen.
O Exército será responsável pelo patrulhamento, e apenas cidadãos dinamarqueses poderão passar, além de comida, medicamentos e insumos para a indústria.
A restrição, que vale para aeroportos, portos, estradas e ferrovias, interrompe o livre trânsito entre os países da zona Schengen, da qual a Dinamarca é parte.
As regras da Schengen admitem a implantação temporária de controles em casos excepcionais, como ataques terroristas, por exemplo.
O governo polonês anunciou o fechamento por dez dias a partir de sábado. Além de proibir a entrada de estrangeiros, a Polônia determinou que todo cidadão que entrar no país deverá ficar em quarentena por 14 dias.
Também foram fechados shopping centers, restaurantes e bares, que poderão fazer vendas pela internet, e eventos de mais de 50 pessoas, proibidos.
Noruega, Malta e Bósnia decretaram que qualquer pessoa que entre no país terá que ficar em quarentena por 14 dias, o que também inibe a chegada de estrangeiros.
A maioria dos países suspendeu as aulas em todo o território. Entre os maiores, só o Reino Unido mantinha nesta sexta (13) as escolas abertas.
Espanha
A partir das 8h de segunda-feira (16), todos os moradores da Espanha devem sair de casa apenas para atividades essenciais: comprar comida ou remédios, ir ao médico e trabalhar.
As restrições mais duras, que tentam restringir o contágio pelo coronavírus, afetam 46,78 milhões de pessoas, segundo estimativa da ONU.
A medida foi anunciada neste sábado (14) pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e tem prazo inicial de 15 dias.
Assim como na Itália e na Eslováquia, viagens (mesmo dentro do país) só serão permitidas em casos de emergência ou para cuidar de idosos ou de crianças.
Restaurantes, bares e lojas ficarão fechados, com exceção de farmácias e mercados. O transporte público continua em funcionamento.
“Todos poderemos ir comprar pão, se medicar ou levar o cachorro para passear. Mas não poderemos ir à praia nem esquiar. Temos que ficar em casa”, disse Sánchez.
O país ficará fechado para estrangeiros ou pessoas que não tenham residência permanente. O governo também vai reduzir em 50% os voos a partir da próxima semana, segundo o primeiro-ministro.
Com o estado de emergência, o primeiro-ministro centraliza os poderes e pode limitar a circulação de pessoas temporariamente, requisitar bens e serviços temporários, ocupar temporariamente empresas, impor racionamentos e outras medidas para garantir o fornecimento de produtos essenciais. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
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