Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2020

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Brasil Por ordem do filho Eduardo, um deputado do PSL foi “desconvidado” de reunião com Bolsonaro

Perícia aponta para invasão do Telegram do deputado. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O deputado Coronel Tadeu (PSL-SP) foi “desconvidado” de uma reunião no Palácio do Planalto, horas antes do encontro marcado para as 16h desta terça-feira (12).

Na manhã desta terça, horas antes da reunião no Planalto, Tadeu foi informado sobre o “cancelamento do convite” para ir ao Planalto. Segundo o e-mail enviado pelo gabinete da deputada Bia Kicis (PSL-DF), o recuo foi uma “determinação do presidente do PSL na Câmara, o deputado Eduardo Bolsonaro“.

Na realidade, o cargo de “presidente do PSL na Câmara dos Deputados” não existe. O filho “02” do presidente Bolsonaro é, na verdade, líder do PSL na Câmara, cargo que passou a ocupar após uma disputa com a ala bivarista. “Como parlamentar, militar e respeitoso aos princípios do presidente Bolsonaro, continuarei votando pelo Brasil e para o Brasil. Nenhum partido, seja ele A ou B, fará eu mudar meus princípios e meu caráter”, disse Tadeu, sobre passar à “lista negra” da ala bolsonarista do PSL.

A decisão reforça a lista de parlamentares da “ala bivarista” excluídos do debate com o presidente. Nesta relação já estão nomes como o da ex-líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (SP); do presidente do PSL, Luciano Bivar (PE) e do líder do PSL no Senado, Major Olimpio (SP), entre outros.

Saída do PSL

O presidente Jair Bolsonaro informou nesta terça em uma rede social que decidiu deixar o PSL e criar um novo partido, chamado Aliança pelo Brasil.

Bolsonaro publicou a mensagem após ter se reunido, no Palácio do Planalto, com parlamentares filiados ao PSL.

“Hoje anunciei minha saída do PSL e início da criação de um novo partido: ‘Aliança pelo Brasil’. Agradeço a todos que colaboraram comigo no PSL e que foram parceiros nas eleições de 2018”, escreveu.

A saída de Bolsonaro ocorre após uma série de desentendimentos entre ele e o presidente do PSL, Luciano Bivar. No mês passado, Bolsonaro afirmou a um apoiador para “esquecer” o partido, acrescentando que Bivar está “queimado para caramba”.

Essa declaração de Bolsonaro desencadeou uma crise no partido, dividindo as alas ligadas a ele e a Bivar.

O presidente da República já avaliava há alguns meses a possibilidade de deixar o partido e passou a ter conversas frequentes com parlamentares e com os advogados Karina Kufa e Admar Gonzaga (ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral).

Ao longo de três décadas de carreira política, Bolsonaro tem histórico de troca de partidos. O PSL foi o oitavo partido por onde Bolsonaro passou. Antes, o presidente teve passagens por: PDC, PPR, PPB, PTB, PFL, PP e PSC.

Em busca de um partido para disputar a eleição presidencial, Bolsonaro anunciou em janeiro do ano passado que trocaria o PSC pelo PSL, à época um partido nanico. A filiação ocorreu em março.

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