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Saúde Por que a endometriose continua sendo subdiagnosticada? Especialista lista motivos

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A condição afeta cerca de 1 em cada 10 mulheres em fase reprodutiva, ou seja, 190 milhões de pessoas. (Foto: Reprodução)

Nos últimos cinco anos, houve um crescimento de buscas no Google sobre o tema endometriose, principalmente em julho de 2022, quando Anitta revelou sofrer com a condição, segundo a ferramenta Trends. A partir daí, outras famosas começaram a falar sobre o assunto, estimulando mulheres a investigarem se teriam também ou não.

Mesmo com tantas notícias explicando mais sobre a doença, ela ainda é muito subdiagnosticada no mundo inteiro. A condição afeta cerca de 1 em cada 10 mulheres em fase reprodutiva, ou seja, 190 milhões de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, são cerca de 7 milhões. Mas por que há a falta desse diagnóstico?

Para entender mais sobre o assunto, veja abaixo o que diz o médico Alexandre Nishimura, cirurgião robótico, coloproctologista e membro do Núcleo de Endometriose da Rede D’Or.

– O que é a endometriose? Antes de entender o problema do subdiagnóstico, é preciso entender o que é a doença. “Caracterizada pelo crescimento de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, a endometriose pode acometer ovários, trompas, intestino, bexiga, ureteres, paramétrio e até nervos pélvicos”, explica o médico.

Nos casos mais complexos, é classificada como endometriose profunda, quando infiltra estruturas além da superfície peritoneal, exigindo abordagem cirúrgica especializada.

“Na endometriose profunda, especialmente quando há acometimento intestinal e de nervos pélvicos, é fundamental uma equipe multidisciplinar altamente capacitada. O objetivo é remover a doença com radicalidade adequada, mas preservando a função intestinal, urinária e sexual”, afirma.

– Por que a doença continua tão subdiagnosticada? Segundo o especialista, a endometriose ainda é uma doença muito subdiagnosticada, principalmente porque, durante muito tempo, os sintomas relatados pelas mulheres não foram devidamente valorizados.

Nishimura diz que falta escuta por parte dos médicos e a falta de consenso científico a respeito da origem da doença, o que gera diferentes interpretações sobre como identificá-la e conduzi-la.

“Muitas pacientes percorrem consultórios de ortopedistas, gastroenterologistas e serviços de emergência antes de chegar ao diagnóstico correto. A dor pélvica cíclica associada a alterações intestinais é um sinal de alerta importante”, explica. Ele completa: “Além disso, também faltam serviços especializados preparados para avaliar essas mulheres de forma adequada e dar a atenção necessária a um problema que pode impactar profundamente a qualidade de vida.”

Além do impacto na qualidade de vida, a doença é uma das principais causas de infertilidade feminina e pode gerar complicações funcionais quando compromete o intestino e estruturas nervosas, como aconteceu com a ex-BBB Amanda Djehdian no ano passado.

“Embora a cólica menstrual intensa seja um dos sinais mais conhecidos da endometriose, há sintomas menos reconhecidos que costumam ser negligenciados ou confundidos com problemas gastrointestinais, urológicos ou até ortopédicos.”

“Entre eles estão a lombalgia cíclica, a dor para evacuar durante o período menstrual, a dor profunda na relação sexual, a dor pós-orgasmo, pontadas ao redor do ânus, episódios de diarreia ou alterações do hábito intestinal associados à menstruação, além de estufamento abdominal que se intensifica nesse período. Esses sinais, quando recorrentes e relacionados ao ciclo menstrual, merecem investigação especializada”, comenta.

– Por que o diagnóstico demora? “O diagnóstico costuma demorar justamente por esses fatores (citados acima)”, explica. A demora em achar um profissional especializado na doença é um dos principais fatores. Outro problema comum, segundo ele, é a dependência da avaliação apenas pelos exames.

“Nem sempre a endometriose aparece claramente nos exames de imagem, especialmente nas fases iniciais ou em determinadas localizações. Por isso, quando o profissional se baseia apenas nos laudos e não valoriza a história clínica da paciente, o diagnóstico pode ser atrasado por anos. Na endometriose, muitas vezes o relato da paciente e os sintomas que ela apresenta são mais importantes do que o próprio exame”, alerta. As informações são do site Gshow.

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