Sexta-feira, 26 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 25 de junho de 2026
Quem acompanhou os primeiros jogos da Copa do Mundo de 2026 notou algo diferente nos gramados dos Estados Unidos, México e Canadá: a presença de diversas chuteiras em tons de rosa. Os atletas estrearam no torneio usando modelos nessa tonalidade ou em variações próximas.
“As Copas do Mundo são para o futebol, o que a Semana de alta-costura é para a moda. Nos campos dos estádios, assim como nas passarelas dos desfiles, são lançadas novidades e apostas, inclusive de matérias primas, tecnologias e cores, que acabam emplacando nas próximas temporadas”, comenta a analista e pequisadora de moda, Paula Acioli
A tendência não surgiu de uma única empresa. Nike, Adidas, Puma, New Balance e Skechers lançaram coleções especiais para o Mundial apostando na mesma paleta — cada uma com sua própria justificativa. A Nike destacou que cores vibrantes transmitem confiança; a Adidas apostou no contraste com o gramado; já a Puma seguiu o “Electric Fuchsia”, apontado pela consultoria WGSN como uma das tendências de 2026.
O fenômeno tem um nome no mercado: commodity criativa. O termo é usado quando um produto perde seu caráter exclusivo e passa a seguir um padrão semelhante ao dos concorrentes. O impacto visual, porém, é evidente: as chuteiras rosas se sobressaem no verde do campo, ficando mais visíveis tanto para quem acompanha das arquibancadas quanto para quem assiste pela televisão. A ação é reforçada pelo fato de nenhuma das 48 seleções participantes usar o rosa como cor predominante em seus uniformes.
Alguns dos principais nomes do torneio optaram por escolhas personalizadas. Lionel Messi entrou em campo com um modelo inspirado nas cores da Argentina. Christian Pulisic usou uma chuteira com referência à bandeira dos Estados Unidos. Cristiano Ronaldo, em sua sexta Copa do Mundo, recebeu uma edição especial dourada.
Contraste: a escolha óbvia
Para a consultora de imagem e especialista em cores Luciana Ulrich, a escolha tem explicações que vão muito além da estética.
“O rosa é um tom complementar ao verde. Sendo assim, chama muita atenção no gramado, porque são cores completamente opostas no círculo cromático. Nossos olhares se voltam para as chuteiras mais facilmente”, explica.
O rosa pode não ser a primeira cor que vem à mente quando se pensa em tons neutros — até porque de neutro, o fúcsia não tem nada. No entanto, na Copa, ele assume lugar de neutralidade quando não é associado a nenhum país. Enquanto o Brasil é conhecido pelo tom de amarelo canário, por exemplo, o rosa não “pertence” a nenhuma seleção que disputa a taça.
A princípio, a explicação parece suficiente: todas as marcas querem destaque. No entanto, a opção das marcas pelo rosa passa por diversos fatores. Um deles é a pesquisa de marketing desenvolvida para as coleções. As informações são do jornal O Globo.
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