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Saúde Porto Alegre é a cidade mais hipertensa do Brasil

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Salgadinhos estão na lista dos alimentos artificiais que têm alta taxa de sódio e contribuem para o desenvolvimento da hipertensão. (Crédito: Reprodução)

Quase um terço dos gaúchos tem hipertensão. A prevalência de pessoas com o problema na capital do Estado, 29%, é a maior do País. Um dos principais causadores da doença é o alto consumo de sódio. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde. A taxa nacional é de 25%.

E os maus hábitos típicos dos moradores de grandes cidades interferem no surgimento da doença. Entre eles estão o sedentarismo e o grande consumo de alimentos processados, que favorecem o mal. Coincidentemente, Porto Alegre também está entre as capitais com mais adultos com excesso de peso (55%) e com obesidade (21%).

Além disso, de acordo com Deborah Carvalho Malta, diretora de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde do ministério, a doença está ligada ao envelhecimento da população. “A hipertensão é uma doença crônica, cuja prevalência aumenta de acordo com a idade”, explica. E das 20 cidades brasileiras com as mais altas proporções de idosos, a maior parte está localizada no Rio Grande do Sul.

Em relação ao combate à hipertensão, segundo a médica Cláudia Ramos, o principal desafio é a adesão ao tratamento. “O mais difícil é o paciente mudar os hábitos, começar a se exercitar e parar de fumar”, cita. “Muitos interrompem por conta própria o medicamento porque não têm mais sintomas da hipertensão”, disse, acrescentando que o remédio é grátis.

Segundo a pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), entre as mulheres brasileiras, a prevalência é de 26,8%, enquanto a média total é de 25%. Isso ocorre porque elas procuram mais as unidades de saúde e são mais diagnosticadas.
Ainda segundo o Vigitel, a população brasileira apresenta uma percepção pequena sobre o consumo de cloreto de sódio, o sal de cozinha, em excesso, o que pode ser observado diante do fato de 47,9% dos entrevistados considerarem que seu consumo do produto está em um patamar adequado. Apenas 2,3% admitem ter um consumo muito alto e 13,2%, um consumo alto. (AD)

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