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Brasil Porto Alegre foi a única capital pesquisada que registrou queda na inflação para o consumidor na quarta semana de setembro

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Os dados do IPC-S foram divulgados pela Fundação Getulio Vargas. (Foto: Divulgação)

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) de Porto Alegre registrou variação de -0,24% na quarta semana de setembro. O resultado foi 0,02 ponto percentual inferior ao apurado na semana anterior. A cidade foi a única das sete capitais pesquisadas que teve queda na inflação para o consumidor.

Nesta edição, cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram desaceleração em suas taxas de variação na Capital gaúcha, entre as quais se destacam os grupos habitação e educação, leitura e recreação, cujas taxas passaram de -0,61% para -0,93% e de 0,73% para 0,55%, respectivamente.

As capitais que tiveram acréscimo no IPC-S na última semana de setembro foram: Salvador (0,11% para 0,17%), Brasília (0,16% para 0,20%), Recife (0,07% para 0,27%), São Paulo (-0,11% para -0,04%) e Rio de Janeiro (-0,27% para -0,21%). Em Belo Horizonte, o índice manteve-se no mesmo nível da semana anterior (0,22%).

Confiança empresarial

O ICE (Índice de Confiança Empresarial), também divulgado pela FGV, subiu 1,3 ponto em setembro, para 87,3 pontos. Após a terceira alta consecutiva, o índice atinge o maior nível desde dezembro de 2014 (87,6 pontos).

“O bom resultado do ICE em setembro mostra que a recuperação da economia ganha força, se dissemina entre os diferentes setores e se sobrepõe aos ruídos do ambiente político, responsáveis pela rateada do índice em junho. Um bom sinalizador de consistência da atual tendência de alta da confiança empresarial é a lenta mas contínua melhora da percepção sobre as condições correntes do ambiente de negócios”, afirma Aloisio Campelo Jr., superintendente de Estatísticas Públicas da FGV.

O ICE consolida os índices de confiança dos quatro macrosetores cobertos pelas sondagens empresariais produzidas pela FGV: indústria, serviços, comércio e construção. Considerando-se os dois horizontes de tempo da pesquisa, a maior contribuição para o aumento da confiança empresarial em setembro foi dada pelo ISA-E (Índice de Situação Atual), que cresceu 1,2 ponto em relação ao mês anterior, alcançando 82,9 pontos, enquanto o IE-E (Índice de Expectativas) avançou 1 ponto, para 93,8 pontos.

Esse foi o terceiro mês consecutivo em que o ISA-E avançou mais que o IE-E, levando a distância entre os dois indicadores a recuar para 10,9 pontos, menor desde maio de 2016 (6,4 pontos). A maior distância entre os dois indicadores continua sendo observada no setor da construção (23 pontos), seguido por comércio (11,2), serviços (8,4) e indústria (4,3).

Em setembro, a confiança avançou em todos os grandes setores. A maior contribuição para a alta de 1,3 ponto do ICE no mês foi dada pelo comércio (0,6 ponto), seguida pelo setor de serviços (0,5 ponto). A indústria e a construção contribuíram com 0,1 ponto cada.

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