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Porto Alegre Porto Alegre já acumula 61 casos confirmados de dengue neste ano

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Na UTI, paciente com covid pode morrer em decorrência de infecção por bactéria que acomete o pulmão. (Foto: EBC)

Dados atualizados nesta terça-feira (21) pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) ampliaram para 61 o número confirmações de dengue em Porto Alegre desde o início de janeiro. A estatística inclui 45 casos autóctones, ou seja, contraídos dentro da própria cidade. Já as  pessoas com suspeita notificada às autoridades chegam a 543, das quais 464 são residentes na capital gaúcha e 130 já foram descartadas. Mais de 260 têm sua situação em análise.

O relatório também apresenta dados sobre as duas semanas anteriores a essa nova divulgação: foram confirmados 27 casos autóctones, abrangendo seis na Vila João Pessoa e 14 na Vila São José, ambas na Zona Leste. Os outros sete tiveram resultado positivo entre residentes de cinco bairros – três casos no Aparício Borges (também na Zona Leste), um na Auxiliadora (Zona Norte), outro em Teresópolis (Zona Sul), um na Lomba do Pinheiro (Leste) e outro no Santo Antonio (Leste).

Em relação ao mosquito Aedes aegypti, cuja fêmea é transmissora da doença, o boletim indica um altíssimo índice de infestação em 40 dos 46 bairros monitorados pela prefeitura por meio do sistema de armadilhas. “Um mosquito saudável que pique alguém com o vírus também será infectado e depois continuará o processo de transmissão para outras pessoas”, reitera o diretor da Divisão de Vigilância em Saúde (DVS), Fernando Ritter. Vale lembrar que a dengue não é transmitida de uma pessoa para outra.

O departamento tem realizado operações de pulverização com inseticida, especialmente na Zona Leste da cidade, na tentativa de diminuir a população adulta do inseto-vetor. Nesta semana, os profissionais da DVS realizaram uma ofensiva na segunda-feira e, por motivos de segurança, precisaram cancelar operação prevista para esta terça.

Já na quinta-feira (23), a partir das 9h, a equipe da DVS realizará o procedimento em ruas do bairro Aparício Borges, em um raio de 150 metros a partir da rua Galdino Jesus dos Santos, com saída na Praça da Saibreira (próximo à rua das Saibreira).

No dia 16 de março, o governo gaúcho confirmou a primeira morte causada pela dengue no Rio Grande do Sul em 2023. Trata-se de uma mulher de 49 anos, residente em Bento Gonçalves (Serra Gaúcha) e com histórico de hipertensão arterial. Ela faleceu um dia após ser internada com sintomas manifestados na semana anterior – febre, náusea, falta de apetite, dificuldade respiratória, dores  abdominal, muscular e de cabeça.

Saiba mais

A dengue é uma doença febril causada por um vírus, transmitido pela picada da fêmea infectada do mosquito Aedes aegypti. Os principais sintomas são febre alta (39°C a 40°C) durante dois a sete dias, mal-estar, náusea, vômito, diarreia, manchas vermelhas na pele (com ou sem coceira) e dores – no corpo, articulações, cabeça (cefaleia) e atrás dos olhos. O quadro pode se agravar, com extravasamento de plasma ou hemorragias capazes de levar ao choque grave e à morte.

Ao apresentar sintomas, o indivíduo deve procurar uma unidade de saúde, ingerir bastante água e evitar uso de medicamentos por conta própria. O serviço médico fornecerá as orientações necessárias para cada caso.

O diagnóstico de casos suspeitos deve levar em consideração as questões clínicas (sintomas) e epidemiológicas – se o local de moradia ou trabalho é infestado pelo mosquito, por exemplo, e se existem outras pessoas com dengue na região.

Os exames laboratoriais são auxiliares na investigação e não é necessário saber o resultado para iniciar o tratamento. Também podem ser realizados exames de laboratório inespecíficos (como hemograma para contagem de plaquetas) e específicos (que pesquisam a presença do vírus ou anticorpos que reagem à sua presença).

Orientações

– Eliminar água parada dos pratinhos e vasos de plantas;
– Manter caixas d’água tampadas;
– Colocar tela nos ralos de água da chuva;
– Secar pneus e protegê-los da chuva;
– Limpar calhas da residência;
– Escovar os pratos dos animais domésticos e trocar a água uma vez por semana;
– Manter piscinas limpas e com água tratada.
– Em caso de dúvida, consulte o site dengue.saude.rs.gov.br.

Há, também, diretrizes ao infectado para que não propague a doença. A lista inclui o repouso do paciente e cuidados para evitar ser picado pelo inseto, fazendo dele um transmissor da doença. Para isso, deve ser utilizado repelente corporal, roupas que cubram braços, pernas e pés, além de uma tela do tipo “mosquiteiro”, principalmente quando se trata de pessoas acamadas.

(Marcello Campos)

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