Quinta-feira, 24 de Setembro de 2020

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Notícias Porto Alegre já tem 109 casos confirmados de dengue desde o início do ano

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Técnicos da prefeitura ressaltam a necessidade de envolvimento da população no combate aos focos do mosquito transmissor. (Foto: Cristine Rochol/PMPA)

O mais recente levantamento da Equipe de Vigilância de Doenças Transmissíveis da Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre aponta que o número de pessoas com dengue na capital gaúcha chegou a 109 desde janeiro deste ano. Desse total, 101 casos são autóctones (contraídos dentro da própria cidade).

Todos os infectados são moradores da Zona Norte da capital gaúcha: são 93 moradores do bairro Santa Rosa de Lima e oito do bairro Jardim Floresta. Além destes, foram registrados oito casos “importados”, envolvendo pacientes com histórico recente de viagem a outros Estados brasileiros.

Nesta quinta-feira, agentes da prefeitura realizarão uma série de operações para aplicação de inseticida no bairro Santa Rosa de Lima, durante a manhã e tarde (caso chova, o serviço será adiado). As ações vêm sendo realizadas desde o início da transmissão viral na região, constatada na metade de março.

O trabalho tem por objetivo primordial diminuir a população de espécimes adultos do mosquito Aedes aegypti, cuja fêmea é transmissora da doença. De acordo com o veterinário Luiz Felippe Kunz Júnior, da EVRV (Equipe de Vigilância de Roedores e Vetores) da Secretaria Municipal da Saúde, a comunidade também tem um papel essencial na eliminação de criadouros do inseto:

“O inseticida mata mosquitos adultos, mas outros estágios do inseto, como ovo e larva, não são afetados pela pulverização. Assim, eliminar todos os focos de água parada, virar potes, garrafas, pratos de plantas, verificar se há calhas entupidas ou ralos com àgua são medidas simples, que exigem pouco tempo e são bastante efetivas”.

Nestes bairros da Zona Norte com alta incidência de dengue, a administração municipal tem mantido um trabalho permanente de visitação domiciliar, incluindo orientação e fiscalização, a cargo das figuras do ACE (agente de combate a endemias) e ACS (agente comunitário de saúde).

“Se os criadouros se mantêm, novas gerações de mosquitos nascem a cada semana, de tal forma que em um período de sete a dez dias o inseto sai do ovo e passa pelas fases larva, pupa, quando já começa a voar”, detalha Kunz. Ele recomenda a eliminação de focos de lixo, limpeza de pátios e vistorias semanais ou sempre após a ocorrência de chuva.

Cuidados pessoais

No que se refere à prevenção individual, os técnicos da Secretaria apelam para que as pessoas adotem medidas preventivas como o uso de repelente corporal e elétrico, bem como telas nas janelas de casa. E sempre que houver sintomas compatíveis com a dengue (febre alta e dores no corpo, de cabeça (inclusive atrás dos olhos), fraqueza, náuseas, vômitos e pintinhas vermelhas na pele), o atendimento médico deve ser procurado o mais rapidamente possível.

Mais informações sobre dengue na cidade, mapas, perímetros de transmissão, estão disponíveis no site www.ondeestaoaedes.com.br.

(Marcello Campos)

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