Quarta-feira, 28 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 27 de outubro de 2026
No próximo sábado (31) e domingo (1º), será realizada em Porto Alegre a 56ª edição do Encontro Rio-Grandense de Alcóolicos Anônimos. A atividade é aberta ao público e tem como local o Centro de Eventos da rua Barros Cassal nº 220, no bairro Floresta. Na programação, painel com especialistas especialmente convidados, relatório anual da irmandade e presença da Associação de Amigos e Familiares de Alcoólicos Anônimos (Al-Anon).
Os organizadores trabalham com uma expectativa de 250 pessoas no evento, cujo tema é “Conhecendo a Importância do Relatório Anual de Alcóolicos Anônimos no Brasil”. A instituição completou em outubro 55 anos de atuação no Rio Grande do Sul.
Presidente da Junta de Serviços de Alcóolicos Anônimos (Junaab), o professor Jamil Ribeiro Leitão falará do trabalho desenvolvido pela A.A. no País. “Será um momento de confraternização, de informação, de crescimento, fortalecimento da nossa irmandade e sobretudo, de muita espiritualidade”, prevê. Inscrições/informações sobre o encontro estão disponíveis pelo telefone (51) 99292-1633, ou no site aa.org.br.
Painelistas
– Alessandra Calixto (domingo, 9h30min). Enfermeira, consultora em Dependências Químicas, Comportamentais e Orientadora Familiar em Dependências. Também é presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead). Ela abordará o tema “Uma nova vida se constrói em companhia”: na pauta, uma introdução sobre a epidemiologia do álcool, seus impactos sociais e a importância de A.A. bem como das conexões para a recuperação.
– Carolina Luft (sábado, 14h). Professora do Instituto do Cérebro da Pontifícia Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Inscer/PUCRS). Mestre em Pediatria e Saúde da Criança, doutora em Biologia Celular e Molecular, pela Universidade de Barcelona (Espanha). PhD pela Brock University, do Canadá. Ela discorrerá sobre os “Fundamentos biológicos do uso problemático do álcool”.
Carolina investiga como situações adversas durante a gestação, como o uso de álcool, podem desencadear processos inflamatórios no cérebro e afetar o desenvolvimento do bebê. Também estuda a relação entre o intestino e o cérebro, os efeitos do estresse na primeira infância e o transtorno por uso de álcool.
Para isso, utiliza abordagens multiômicas, que combinam diferentes tipos de informações biológicas, como dados genéticos, substâncias presentes no organismo, microrganismos que vivem no intestino e fatores ambientais. O objetivo é entender melhor como esses elementos influenciam no funcionamento do organismo, no desenvolvimento de doenças e nas respostas aos tratamentos.
(Marcello Campos)
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