Segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 16 de fevereiro de 2026
A doença é transmitida principalmente pelo contato direto com lesões na pele, secreções respiratórias e saliva.
Foto: ReproduçãoPorto Alegre registrou o primeiro caso de Mpox em 2026. Segundo a Vigilância Epidemiológica da capital gaúcha, a infecção ocorreu fora do Rio Grande do Sul. Em 2025, foram confirmados 11 casos no município. A doença é transmitida principalmente pelo contato direto com lesões na pele, secreções respiratórias e saliva.
Por conta disso, a Vigilância orienta os foliões sobre cuidados básicos para prevenir a infecção pelo vírus Mpox durante o Carnaval. A prevenção começa antes da folia. “Quem vai festejar o Carnaval deve examinar sua pele e observar a presença de erupções, bolhas ou feridas, especialmente na área genital, boca, mãos e pés antes de sair” e, caso identifique alterações, procurar atendimento em uma unidade de saúde, utilizando máscara e mantendo as lesões cobertas, destaca a enfermeira Raquel Carboneiro, gerente em exercício da Vigilância Epidemiológica municipal.
Durante os eventos, a recomendação é evitar contato íntimo ou físico prolongado com pessoas que apresentem lesões suspeitas na pele. Outras medidas importantes incluem:
* Higienização das mãos – Utilizar álcool em gel 70% com frequência, especialmente após tocar superfícies em locais públicos, usar transporte coletivo ou interagir com outras pessoas.
* Evitar o compartilhamento de objetos – Não dividir copos, talheres, garrafas, cigarros, roupas ou toalhas.
* Uso de máscaras – Em aglomerações muito densas, as máscaras podem oferecer proteção adicional, principalmente se houver circulação ativa do vírus.
Os primeiros sintomas podem incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, fraqueza e gânglios inchados (ínguas), seguidos de lesões na pele. Em caso de suspeita, é fundamental procurar atendimento de saúde, que orientará o isolamento domiciliar. Pessoas com sintomas não devem frequentar blocos nem manter contato sexual ou íntimo. O período de incubação varia de três a 21 dias, com média entre 10 e 16 dias. A orientação é manter atenção aos sinais após o feriado.
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