Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 9 de julho de 2022
A prefeitura de Porto Alegre, por meio do Gabinete da Causa Animal, confirmou para este domingo (10) mais uma edição da feira mensal “Brechocão”. Trata-se de uma das mais tradicionais iniciativas da capital gaúcha no ativismo em prol dos “pets”. O evento é realizado das 9h às 16h na calçada da avenida Osvaldo Aranha entre o Parquinho da Redenção e o auditório Araújo Vianna, bairro Bom Fim.
Em caso de chuva (não há previsão para este domingo), o evento costuma ser adiado para o fim de semana seguinte – eventuais mudanças são comunicadas pela administração municipal na internet e redes sociais.
São aproximadamente 30 estandes que oferecem itens de vestuário masculino e feminino, além de calçados, bijuterias, acessórios de beleza, bolsas, carteiras, utensílios domésticos, eletrônicos e artigos usados para animais.
Os valores obtidos com a venda dos produtos são destinados à cobertura de despesas de protetores de “pets” com alimentação, albergagem e atendimento veterinário de cães e gatos em situação de vulnerabilidade.
Também são aceitas doações para as futuras feiras. Isso inclui desde artigos de brechó até ração e utensílios como potes, cobertas, medicamentos, jornais e papelão, que podem ser entregues até as 13h.
De acordo com a prefeitura, a realização do “Brechocão” segue as determinações sanitárias exigidas por decretos estaduais e municipais, orientando sobre as regras de funcionamento em feiras nesta época de enfrentamento ao coronavírus.
Animais em casa
Talvez muitos não saibam, mas em Porto Alegre a manutenção de seis ou mais cães e gatos em uma casas ou apartamento só pode se feita mediante obtenção de registro de canil ou gatil pelo proprietário do imóvel. É o que determina a Lei Complementar 694/2012.
Nestes casos, uma equipe da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Smams) vistoria os espaços de convívio dos animais, confere a documentação e repassa as informações aos veterinários da Diretoria-Geral de Direitos Animais, que emitem a autorização se não foram constatadas irregularidades. Ou então solicitam que o local seja adequado às normas sanitárias do município.
Conforme a Secretaria, mais de 90% desses “canis precários” que recebem o sinal verde da prefeitura foram criados após reclamações registradas via telefone 156. E mesmo entre as pessoas devotadas à causa animal, nem sempre a boa intenção é acompanhada do devido conhecimento sobre os cuidados e exigências básicas para a guarda de animais.
Os espaços domésticos com mais de um animal exigem dos tutores uma atenção especial com a alimentação, além de água em quantidades adequadas ao tamanho do cão ou gato, com recolhimento das sobras após cada refeição. Também deve ser evitada a circulação dos animais em áreas vizinhas e manter acompanhamento veterinário.
Também é importante ter sempre em mãos os atestados de saúde e vacinação. Por fim, boas condições de higiene exigem cuidados diários, fundamentais para os bichos e para que se evitem as queixas de vizinhos incomodados com o odor e ruído. O registro pode ser solicitado ao Protocolo Central. Informações em portoalegre.rs.gov.br.
(Marcello Campos)
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