Sábado, 03 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Durante ato em sua defesa em Porto Alegre, Lula fez um discurso político e afirmou: “Tenho advogados competentes que já provaram minha inocência”

Compartilhe esta notícia:

De acordo com os organizadores, 70 mil pessoas participaram do ato apoiando Lula. (Foto: Ricardo Stuckert)

Em um ato realizado nesta terça-feira (23), na Esquina Democrática, no Centro Histórico de Porto Alegre, o ex-presidente Lula fez um discurso político para seus apoiadores, na véspera do julgamento de seu recurso no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região). Em determinado momento, afirmou que só falaria sobre o Brasil e não sobre o seu processo porque, segundo ele, sua defesa já provou sua inocência.

Sempre citado no bolão de presidenciáveis, o apresentador global Luciano Huck também foi golpeado pelo pugilato verbal de Lula. Cerca de 70 mil pessoas compareceram naquele que teria sido o maior comício da cidade, realizado na véspera do julgamento do petista no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), segundo a organização.

“Ah, o mercado tem medo de Lula”, disse, reproduzindo uma impressão que seria disseminada contra sua candidatura. “Não sei se é mercado ou um bando de yuppies, meninos. Não preciso do mercado, preciso de empresas produtivas, preciso de agricultura produtiva e a agricultura familiar, responsável por 70% do alimento na mesa do povo brasileiro. Preciso que o povo participe para que a gente possa recuperar esse País”, afirmou o homem que, em 2002, divulgou a Carta ao Povo Brasileiro para apaziguar desconfianças de empresários e investidores com sua chapa presidencial.

“Se eu fosse a tranqueira que eles falam… Tranqueira por tranqueira, eles arrumaram o Temer, arrumaram o golpe. Eles sabem que nós sabemos cuidar do povo brasileiro.” Continuou: “Não posso me conformar com complexo de vira-lata que tomou conta do País”, disse o ex-presidente, que em seguida criticou uma “elite subserviente que quer falar grosso com a Bolívia e como um gatinho com os EUA”.

A oratória incluiu críticas consecutivas à Rede Globo. “Duvido que o William Bonner, da Globo, durma todo dia com a consciência limpa que estou. Sei que não cometi crime, mas ele sabe que está mentindo.” Alvejou ainda Luciano Huck – não mencionou seu nome, mas citou um “candidato inventado pela Globo num caldeirão”. O global apresenta o “Caldeirão do Huck” no canal.

“Teve um momento em que o PT ficou com medo. Toda vez que a gente fica com medo o adversário cresce”, disse o ex-presidente. Lula disse aos manifestantes que falaria do Brasil, e não de seu processo, por três motivos. “Primeiro, porque eu tenho advogados competentes que já provaram minha inocência”, afirmou. “Segundo, porque eu acredito que aqueles que vão votar deverão se ater aos autos do processo e não às convicções políticas de cada um. Terceiro, porque eu tenho vocês com quem eu convivo há mais de 40 anos e vocês sabem da minha inocência.”

Para Lula, seus inimigos não toleram que as classes menos favorecidas que antes de seu governo tinham na mesa “carne de segunda e passaram a comer carne de primeira”. Pior: “As pessoas ficaram tão folgadas que não queriam mais andar de ônibus”. A direita começou então a atribuir os males do País “a uma doença chamada PT, PCdoB, Dilma, Lula”. Praticou “uma cirurgia” para destituir Dilma em 2016, e o povo “continuou anestesiado”, afirmou. “Agora estamos acordando. A doença que tentaram tirar está sendo substituída por uma bem pior, que não traz esperança ao povo.”

Lula arrematou sua fala de 36 minutos com uma frase que já virou clichê em seus atos: “Tenho 72 anos de idade. Tô com energia de 30 e tesão de 20 para lutar”.

O volume de participantes e sua repercussão na imprensa internacional, com artigo em sua defesa publicado no mesmo dia pelo “The New York Times” e mencionado por Lula no palco, alimentaram uma esperança entre os petistas.

Ele pediu que as pessoas leiam o “The New York Times”, o “El País”, para ter acesso a “coisas que a imprensa brasileira não tem coragem de publicar”.

Colaboradores do ex-presidente sonhavam com a possibilidade de pedido de vistas que estenderia o processo, permitindo o registro de sua candidatura – o prazo é 15 de agosto.

Lula veio a Porto Alegre em um voo com o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o escritor Raduan Nassar. Ficou esperando no aeroporto por cerca de 45 minutos até que avisassem que tinha público no ato. Amigo de Lula, o deputado Wadih Damous reconheceu: “Até a semana passada, eu acreditava que poderia ser três a zero. Hoje, é imponderável”.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Dólar salta 0,9%
Linhas de ônibus têm alterações
Pode te interessar