Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 25 de maio de 2021
As autoridades de Saúde de Portugal anunciaram que a vacinação será acelerada em Lisboa. A capital é responsável por quase metade dos novos casos de covid-19 no país nas últimas 24 horas.
A antecipação do calendário de vacinação já estava prevista, mas sofrerá alterações na capital. A população na faixa etária dos 40 anos começará a ser vacinada a partir de 6 de junho. Em seguida, dia 20 de junho, será a vez da faixa dos 30 anos.
Desde o fim do confinamento e início da retomada quase total das atividades econômicas, com poucas exceções, a taxa de transmissão vem subindo em todo o país, mas com maior velocidade em Lisboa, onde o Rt está em 1.14, enquanto fica em 1.06 no restante do país.
“A densidade populacional e os movimentos pendulares fazem com que a dispersão seja maior, o que aumenta o risco de transmissão”, disse o secretário de estado adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales.
E o novo plano tenta frear a escalada da pandemia na capital, onde a incidência de contágio é de 143 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias. O aumento é maior na faixa etária entre 20 e os 40 anos. Os testes também serão massificados, diz o governo.
“A incidência de 14 dias tem tido uma crescente desde o inicio de maio. É uma situação que preocupa e que deve ser encarada como um sinal de alerta, não de alarme”, declarou Sales.
A população dentro da faixa etária entre os 30 e 39 anos estava prevista para receber a primeira dose em agosto e setembro. E quem tem entre 40 e 49 anos somente seria vacinado em agosto. A previsão de junho era vacinar, a partir do dia 13, apenas aqueles com 50 a 59 anos.
Com o novo plano, as três faixas etárias seriam vacinadas a partir de junho com intervalo de uma semana e, em certos períodos, em simultâneo. Na tarde desta terça-feira (25), diante de números que põem a região de Lisboa e Vale do Tejo responsável por 47% dos novos casos, a ordem foi alterada.
Caso a nova estratégia de vacinação tenha sucesso, Portugal atingiria no início de agosto a marca de 70% da população com, ao menos, uma dose de inoculação.
Alcançar a meta daria mais fôlego à recuperação econômica do país, muito atrelada ao turismo internacional nesta época do ano. Depois do corredor verde aberto pelos britânicos, Portugal anseia por entrar nas listas seguras para viajantes de outros países.
Além de Lisboa, com alta densidade populacional e, por isso, a vacinação sofre atrasos, há lentidão no Algarve, um dos principais destinos de férias dos britânicos.
A região recebeu o triplo do número de voos com origem no Reino Unido logo na primeira semana sem restrições de viagens. E a economia sazonal ganharia impulso com a antecipação da vacinação, porque a maior parte da população é jovem e depende de empregos temporários.
Para que a estimativa saia do papel, Portugal conta com o recebimento de aproximadamente três milhões de doses até o final de junho. E também precisará melhorar o sistema de agendamento na internet, que tem enfrentado problemas.
“Se as vacinas chegarem, no dia 8 de agosto teremos 70% da população com pelo menos uma dose”, disse o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo Gouveia e Melo, coordenador da força-tarefa, durante evento em Leiria.
Cerca de 90% da população mais idosa, na faixa etária acima de 80 anos e onde estão os maiores registros de óbitos, já receberam as duas doses da vacina.
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