Quarta-feira, 17 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 26 de setembro de 2015
Parlamentares da base aliada, e até mesmo da oposição, estão apreensivos com o teor de uma possível delação premiada do ex-deputado Pedro Corrêa (PE), que foi presidente do PP. Há duas semanas, na sede da Polícia Federal em Curitiba (PR), Corrêa estava em estágio avançado nas negociações para contar detalhes do esquema de corrupção que atuava na Petrobras.
A preocupação já chegou até mesmo no Palácio do Planalto. Isso porque Corrêa tinha livre trânsito no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, até mesmo, em governos anteriores, já que a primeira eleição do ex-deputado foi em 1978.
Nos últimos dias, a notícia chegou a causar pânico em várias bancadas. Corrêa estaria disposto a citar mais de cem parlamentares, caso sua colaboração seja homologada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
O depoimento do ex-deputado é considerado explosivo e um divisor de águas na Operação Lava-Jato, pelo fato de que, na condição de primeiro político a firmar acordo de delação, Corrêa levaria a investigação para outro patamar, fazendo uma relação direta de autoridades com foro privilegiado. Corrêa foi preso durante a 11º fase da Lava-Jato, juntamente com outros dois ex-deputados, Luiz Argôlo (afastado do Solidariedade-BA) e André Vargas (sem partido-PR).
Embora esteja encarcerado em Curitiba, devido à Lava Jato, o ex-parlamentar já cumpria pena pelo processo do mensalão, do qual foi condenado. Por ter recebido dinheiro em troca de apoio político no Congresso ao governo de Lula, ele foi sentenciado a sete anos e dois meses de prisão. Corrêa cumpria a pena em regime semiaberto no Centro de Ressocialização do Agreste, em Canhotinho (PE). (AG)
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