Sábado, 30 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 7 de agosto de 2015
A retirada de recursos da caderneta de poupança superou os depósitos em 2,45 bilhões de reais em julho deste ano, informou nessa quinta-feira o Banco Central. É a maior saída de valores, em meses de julho, desde o início da série histórica, em 1995. Também foi o sétimo mês consecutivo de retirada de recursos da caderneta.
No acumulado dos sete primeiros meses de 2015, a saída líquida de recursos somou 40,99 bilhões de reais, também o maior valor da série para o período. O montante supera a entrada de recursos do ano de 2014 fechado – 24,03 bilhões de reais.
Com a forte saída de valores da poupança neste ano, o volume total de recursos aplicados na caderneta recuou. No fim de 2014, o estoque de recursos totalizava 662,7 bilhões de reais, passando para 646 bilhões de reais em junho. Em julho, somou 648 bilhões de reais.
A evasão de valores da mais tradicional modalidade de investimentos do País acontece em um momento difícil da economia, de alta da inflação, dos juros, dos impostos e do endividamento das famílias. Neste ano, o governo promoveu aumentos nos tributos. Além disso, foram limitados benefícios sociais, como o seguro-desemprego e o abono salarial.
Rentabilidade baixa
Com a nova alta dos juros básicos (14,25% ao ano), a poupança tem perdido dos fundos de investimento “na maioria das situações”, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade. O rendimento dos fundos de renda fixa sobe com a Selic (taxa básica de juros). Já o das cadernetas, quando a taxa de juros está acima de 8,5%, está limitado a 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial. (AG)
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