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Colunistas Poupar ou não poupar (jogadores)? Essa estratégia é correta?

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A candidatura marroquina foi derrotada em sua quinta tentativa de organizar o Mundial. (Foto: Divulgação)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Semana passada esta Coluna abordou a temática “cansaço dos jogadores do Grêmio”, problemática diretamente ligada às alegações da direção e comissão técnica para justificar o poupamento de atletas e também a própria eliminação da Copa do Brasil.

O assunto é uma fagulha que provoca incêndios. Xingamentos nas redes sociais de setores da torcida do Grêmio de que críticas como esta, vindas de um gremista, seriam uma bola nas costas e ajudariam a IVI – Imprensa Vermelha Isenta. Sempre temos de levar em conta nos xingamentos dois fatores: “sistemismo”, que são torcedores ligados de algum modo à linha de produção do clube e o chapa-branquismo-oficialismo, que parece ter um dispositivo que dispara a cada crítica feita por gremistas à direção. Preocupam-se mais com as críticas de gremistas que com críticas de colorados ou dos “neutros” da IVI. Mas, tudo bem. De todo modo, o importante é o diálogo, mesmo que por vezes o custo seja algum chute na canela.

Pois não é que os números dão razão às críticas ao tal cansaço dos jogadores? Cansaço é um bom álibi para descansos. O exaurido Edilson jogou até agora 24 partidas, enquanto o que mais jogou, Ramiro, atuou 41 vezes. Os números estão no Blog Resenha Tricolor, que, de forma brilhante, colocou luz na polêmica. Uma boa dose de empirismo tem a vantagem de dar razão à frase “contra fatos não há argumentos”. A média dos 15 principais jogadores foi em torno de 32 partidas. Dá um jogo por semana, mais ou menos. Isso é muito? É exigir demais para jogadores profissionais? O que dizer de um Messi que disputa vários campeonatos e ainda vem jogar pela seleção sem dar um pio para dizer “mira, pelotudo, estoy cansado”… !

O jornalista Fábio Schaffner ajudou na discussão, mostrando os efeitos colaterais da tese que aqui denomino de “estouexaurido@gremio.com.br”, como, por exemplo, que essa estratégia fez com que a equipe jogasse poucas vezes junto. No caso da decisão no Mineirão, excetuado Bressam, a equipe que entrou em campo atuou apenas 5 vezes junto. Espantoso, não?

É a crônica de um equívoco anunciado. Menos jogos juntos, menos sentido de equipe, menos rendimento. Em contrapartida, o adversário fez o contrário. E o resultado se viu em campo e nos pênaltis. Bingo.

Até mesmo na Primeira Liga, campeonato que não serve para nada, o Cruzeiro usou um mistão, enquanto o Grêmio mandou a campo os filósofos contemporâneos Kaio e Dionhatã, que mais parece uma dupla sertaneja dos anos 50, tipo Cascatinha e Inhana.

Sei que é antipático fazer esse tipo de crítica. Ricardo Wortman, do Blog CornetaRW e eu, apanhamos muito na semana passada. O blog Resenha Tricolor fez um estudo e nos lavou a alma. Na verdade, RW e eu nem queríamos ter razão. Afinal, como torcedores, sempre torcemos. Quem sabe nossa opinião estivesse errada e que só estávamos agindo como torcedores doloridos pela eliminação da Copa do Brasil e encagaçados com a possibilidade de abandonarmos de vez o Brasileirão e apostar nossa bala de ouro na Libertadores? Quem sabe estivéssemos apenas temerosos de tudo isso, principalmente em razão das declarações do nosso Presidente que, mesmo diante de todo o quadro da eliminação, dissera que ainda assim duas competições seriam difíceis de conjuminar? Quem sabe. Mas os números parece quererem dizer que nossa análise está(va) correta.

É isso. Pesquisas empíricas são terríveis.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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