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Brasil Pré-candidato à Presidência da República pelo MDB, o ex-ministro Henrique Meirelles garante que foi responsável pelo crescimento econômico do País durante o governo Lula, quando comandou o Banco Central

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Presidenciável do MDB conta com apenas 1% das intenções de voto. (Foto: Banco de Dados/O Sul)

Com apenas 1% das intenções de voto segundo o Instituto Datafolha e ainda no aguardo de uma definição se o MDB escolherá ele ou o presidente Michel Temer como candidato ao Palácio do Planalto, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, 73 anos, garante ter sido responsável pelo crescimento econômico do País durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011), quando presidiu o BC (Banco Central).

Essa e outras declarações foram dadas durante entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”. Durante a conversa, ele também deixou claro um de seus planos, caso seja o escolhido da legenda para disputar o pleito deste ano: só vai compor uma aliança com o PSDB se os tucanos indicarem um vice para a sua chapa, e não o contrário.

Outra estratégia será conquistar uma fatia do eleitorado de Lula, sob argumento de que foi um dos nomes por trás da estabilidade brasileira no período em que o líder petista (que nesse sábado completou três semanas de prisão pela Operação Lava-Jato) comandou o Executivo federal.

Questionado se pretende abocanhar uma fatia do eleitorado de Lula, Meirelles diz que “não se trata de pretensão, mas de constatação, na medida em que conduzi a economia na época”. O fato de mencionar vinculações com um político condenado e preso por corrupção não parece ser um problema para o ex-ministro: “Não defendo a prisão, como não o condeno. Quando fui listado como testemunha, não fiz defesa de ninguém. Perguntaram se eu soube de ato ilícito no governo dele e eu disse que não”.

O ex-titular da Fazenda acredita que a sua candidatura ainda não conseguiu decolar devido ao “baixo nível de informação” sobre o trabalho que ele desempenhou. “Quando testes qualitativos mostram a minha carreira, sendo presidente do Banco Central no governo Lula e ministro no governo de Michel Temer, a reação é extremamente positiva. Eu tenho um histórico sem questionamentos”, ressalvou.

Durante a passagem de Meirelles pela Fazenda do atual governo, alguns índices apresentaram melhora mas a recuperação econômica ainda é tímida. Apesar disso, ele rejeita a ideia de que o seu desempenho tenha ficado aquém do esperado: “Conseguimos retirar o Brasil da maior crise da história e colocá-lo em um ritmo bom de crescimento. Controlamos as despesas públicas em pouco menos de dois anos.”

Temer

Sobre a “concorrência” com o desejo de Temer em disputar um segundo mandato, Meirelles define as intenções de seu ex-chefe como “legítimas”, mas deixa claro que está no páreo: “Vamos chegar a uma conclusão juntos sobre qual a melhor chapa para o MDB. O partido terá o seu candidato a presidente”.

Ele nega que o presidente leve vantagem pelo fato de contar com a máquina administrativa a seu favor e com o apoio de caciques do MDB. “Não há competição, e sim cooperação”, desconversa. “Faremos considerações eleitorais e veremos, no devido tempo, quem é o melhor candidato.”

“Michel Temer se diz vítima de perseguição jurídica. O senhor concorda?”, indagou o repórter. A resposta de Meirelles é afirmativa: “Sim, ele é vítima de ataques generalizados e não há dúvida de que há pessoas interessadas em atacá-lo. Talvez para para retirá-lo da eleição.

No que se refere à suposta falta de competitividade tanto por ele quanto por Temer, Meirelles garante que não há um “plano B” para o partido. “Os testes qualitativos mostram que eu já sou viável, então o MDB não precisa de um terceiro nome. Já conversei com o presidente e ele me autorizou a dizer que não acha aconselhável falar em ‘plano B’.”, relata.

 

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