Terça-feira, 27 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 11 de fevereiro de 2016
Há alguns anos, trocar de iPhone a cada novo lançamento era um costume comum para muitos brasileiros. A inovação tecnológica dos aparelhos, as novidades no design da Apple – além do dólar mais favorável – eram bons motivos para as atualizações. No entanto, isso mudou nos últimos tempos: outrora fãs da marca, alguns usuários têm deixado de substituir o aparelho pela versão mais recente ou perceberam que o sistema operacional do concorrente também é interessante.
Foi o que aconteceu com o redator publicitário Ariel Agusto, que acompanhou os modelos da Apple do iPhone 3 até o iPhone 5S, lançado em 2013. “Eu gostava do design, mas sempre sentia uma limitação nos aparelhos, como se eu não pudesse fazer o que eu quisesse com o meu próprio celular”, diz. Depois que o modelo 5S teve problemas técnicos, ele decidiu dar uma chance a um Zenfone 5, da taiwanesa Asus. “Depois que passei a usar um Android, percebi que a Apple não era tão exclusiva e inovadora quanto eu achava. O Android oferece tanta liberdade que as pessoas não percebem o quanto elas são guiadas pelo iOS”, explica.
Já o empresário Eduardo Senff desistiu de trocar de modelo todo ano. “As inovações que cada geração nova traz não valem o preço que a gente paga”, diz. Após comprar um iPhone 5S, Senff só pretende renovar a fidelidade com a Apple após o lançamento do próximo iPhone.
Há, porém, quem tenha mudado para o Android e se arrependido. É o que aconteceu com Álvaro Andrade, produtor audiovisual. Após usar um iPhone 4S por quatro anos, ele resolveu apostar em um Moto G, da Motorola. “O desempenho de bateria não é o mesmo, e muitas vezes o aparelho tem problemas no sinal de 3G e 4G em áreas fechadas”, explica Andrade, que pretende voltar para o iPhone. (AE)
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