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Economia Preço da gasolina nos postos sobe quase 9% após reajuste da Petrobras; diesel avança mais de 14%

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Preço médio de todos os combustíveis sofreram aumento. (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

O preço médio do litro da gasolina subiu 8,7% nos postos do país na passada, após reajuste realizado pela Petrobras, segundo divulgado nesta sexta-feira (18) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O litro do combustível foi de R$ 6,683 para R$ 7,267.

Preço máximo do combustível foi de R$ 8,399 em Três Rios, no Rio de Janeiro.

Já o preço do diesel avançou 14,4%, de R$ 5,814 para R$ 6,654 nesta semana, de acordo com a pesquisa semanal da ANP. O valor máximo do diesel foi de R$ 7,980, em Ilheus, na Bahia.

O gás de cozinha de 13 kg, que também sofreu reajuste da Petrobras, atingiu preço médio de R$ 112,54. Na semana passada, o valor médio foi de R$ 102,42, o que representa uma alta semanal de quase 10%.

Por fim, o litro do etanol, combustível que não foi reajustado pela estatal, foi de R$ 4,646 para R$ 4,938 essa semana: um aumento de 6,2%.

Reajuste da Petrobras

Em meio à disparada dos preços do petróleo, a Petrobras anunciou na semana passada reajustes nos preços de gasolina e diesel após quase 2 meses de valores congelados nas refinarias.

Desde 11 de março, o preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras passou de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro, um aumento de 18,8%. Para o diesel, o preço médio passou de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro, uma alta de 24,9%.

Em nota divulgada nesta sexta-feira (18), a Petrobras afirmou que, em um primeiro momento, não vai repassar a volatilidade dos preços, o que aconteceu apenas em 11 de março, “após serem observados preços em patamares consistentemente elevados”.

“Os valores aplicados naquele momento, apesar de relevantes, refletiam somente parte da elevação dos patamares internacionais de preços de petróleo, que foram fortemente impactados pela oferta limitada frente a demanda mundial por energia”, justificou a estatal.

Alíquota única do ICMS

No mesmo dia em que os reajustes da Petrobras entraram em vigor, o presidente Jair Bolsonaro sancionou um projeto que determina a criação de uma alíquota única em todos os estados para o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) de combustíveis.

A proposta é uma tentativa de frear a disparada no preço dos combustíveis, agravada pela guerra na Ucrânia após a invasão russa. A Rússia é um dos principais produtores de petróleo no mundo.

Governadores, porém, criticam a proposta aprovada pelos parlamentares e afirmam que ela não irá resolver o aumento dos preços dos combustíveis.

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