Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 31 de agosto de 2015
Após um ano de quedas acentuadas na cotação internacional do barril de petróleo, a indústria não espera uma retomada dos preços antes de 2018. O barril abaixo de 40 dólares, na terça-feira, sepultou as expectativas de uma situação conjuntural e levou as petroleiras a reverem projeções. A Petrobras já adiou a abertura de capital da BR Distribuidora e não descarta suspender a venda de ativos este ano.
A desvalorização acumulada de quase 48% das cotações do petróleo é definida como uma “mudança de paradigma” que provoca, além dos cortes de investimentos, uma queda brusca na arrecadação de impostos, agravando a crise dos municípios. “Estamos vivendo o fim de um ciclo, e é difícil enxergar no nevoeiro da transição”, diz Jorge Camargo, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo. “Poucas empresas estão trabalhando com a hipótese de aguentar firme que o preço vai voltar. Está se formando um consenso de que as variáveis mudaram. Empresas avaliam seus projetos para 2016 com valores na faixa de 50 reais por barril.”
Pré-sal
Para a Petrobras, a viabilidade do pré-sal é garantida até o patamar de 30 dólares. Segundo o diretor da estatal PPSA, Renato Darros, a queda deixa “a indústria toda sob ameaça”, e não apenas o pré-sal brasileiro. A redução afeta marginalmente a cadeia do setor, à medida que interfere sobre o planejamento de leilões, fundamentais para manter a indústria de suprimentos aquecida. (AE)
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