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Economia Preço médio da gasolina sobe pela segunda semana seguida

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Alta ao consumidor foi de 0,41%, de R$ 4,84 para R$ 4,88 entre os dias 16 e 22 de outubro. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O preço médio da gasolina comum nas bombas subiu pela segunda semana consecutiva, após três meses e meio de quedas. Dessa vez, a alta ao consumidor foi de 0,41%, de R$ 4,84 para R$ 4,88 entre os dias 16 e 22 de outubro, informou há pouco Agência Nacional de Petróleo Biocombustíveis e Gás Natural (ANP). Em duas semanas, o insumo acumula alta de 1,8%.

O novo aumento de preços confirma a exaustão dos esforços do governo para rebaixar o preço do insumo ao consumidor por meio de corte de impostos em junho e reduções nos preços praticados pela Petrobras entre julho e setembro em suas refinarias.

Desde o pico histórico de R$ 7,39, registrado na penúltima semana de junho, a gasolina chegou a recuar 35% até a semana encerrada em 8 de outubro. Mas, sem novos descontos nos preços da Petrobras nas últimas semanas, o preço do insumo voltou a subir nos postos brasileiros.

Por trás da alta, afirma o economista e professor da PUC-RJ, Edmar Almeida, estão os aumentos promovidos pela Refinaria de Mataripe (BA), controlada pela Acelen, e importadores. Sozinha, a Acelen responde hoje por algo entre 12% e 15% da capacidade de refino nacional.

Pesa também a escalada de preços do etanol anidro, que compõe 27% da mistura da gasolina comum. O etanol anidro viu o preço subir nas cinco semanas até 14 de outubro, uma alta acumulada de 8,2%, segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da USP. Esse aumento no insumo é repassado ao preço final aos consumidores.

Com o mercado internacional pressionado e os preços da Petrobras abaixo da paridade de importação, não há espaço técnico para novas reduções nas refinarias, dizem especialistas. Com agentes privados aos poucos elevando seus preços, a tendência é que a gasolina siga subindo, ainda que em ritmo lento, nas próximas semanas.

Segundo Pedro Rodrigues, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, além dos “fatores” Acelen e etanol anidro, há uma acomodação de preços mais baixos que estimulou maior consumo de gasolina no País e permitiu que revendedores aumentassem as suas margens nos postos, onde a precificação é livre.

Defasagem

A Petrobras tem como política de preços a Paridade de Preço Internacional (PPI). O modelo determina que a estatal cobre, ao vender combustíveis para as distribuidoras brasileiras, preços compatíveis com os que são praticados no exterior.

Segundo os últimos cálculos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem média no preço do diesel está em 6%, e no da gasolina, 8%. Isso significa que os preços da Petrobras ainda estão mais baratos em relação aos praticados no exterior.

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