Sábado, 07 de março de 2026
Por Redação O Sul | 6 de março de 2026
Com o início da guerra no Irã, os preços dos combustíveis já registraram alta no Brasil nesta semana. De acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), tanto a gasolina quanto o diesel tiveram aumento nos postos de combustíveis em todo o País.
Na média nacional, o preço da gasolina vendida nos postos passou de R$ 6,28, na última semana de fevereiro, para R$ 6,30, na semana que termina neste sábado (dia 7). É uma alta de 2 centavos, o que corresponde a 0,33%. No mesmo período, o diesel passou de R$ 6,03 para R$ 6,08, um aumento de 5 centavos, equivalente a 0,83%.
Esta é a primeira alta no preço da gasolina desde a semana de 11 de janeiro, quando o combustível subiu de R$6,29 para R$6,32 na média do país. No caso do diesel, é o primeiro avanço desde a semana de 4 de janeiro, quando o preço médio passou de R$ 6,02 para R$ 6,05.
A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), que reúne os importadores, e a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), que engloba a rede de postos, já tinham alertado para a alta de preços. Nesta sexta-feira, o preço do barril do petróleo no mercado internacional ultrapassou os US$ 90 por barril.
Em nota, a Fecombustíveis disse que “as distribuidoras vêm elevando os preços de fornecimento aos postos de combustíveis, possivelmente em razão do aumento dos custos de aquisição nas etapas de refino (especialmente junto às refinarias privadas) e de importação”.
Nessa sexta-feira, em coletiva de imprensa, durante a tarde, Magda Chambriard, presidente da Petrobras, disse que não considera repasse de preços.
“Observamos a paridade internacional, evitamos repasse de volatilidade e garantimos o nosso market share. A volatilidade no mercado internacional é fruto da guerra, que tem muitos poucos dias. A política de repasses nervosos da variação do preço do petróleo para cima é coisa do passado. Gerou muita confusão, insegurança e beneficiou grandes importadores”, disse Magda.
Por ora, a Petrobras, principal fornecedora do país, ainda não elevou os preços dos combustíveis. De acordo com fontes, a estatal ainda analisa a duração do conflito e como os preços do petróleo vão se comportar. Segundo dados da Abicom, a Petrobras está vendendo no Brasil o diesel 64% mais barato em relação ao exterior e, no caso da gasolina, o preço é 27% menor em relação ao mercado internacional, maior patamar da série histórica.
A Abicom informou que as defasagens nos preços dos combustíveis praticados pela Petrobras atingiram valores recordes. “Considerando que as refinarias nacionais não têm capacidade de produzir os volumes demandados dos principais combustíveis derivados do petróleo, entre eles o óleo diesel, que é amplamente utilizado no transporte de passageiros e cargas, e a gasolina, que tem forte presença na mobilidade urbana, há necessidade de importação de aproximadamente 30% da demanda de óleo diesel e 10% da demanda de gasolina”, disse a entidade em nota.
Porém, Magda, ao responder a outro questionamento de um dos analistas, disse que, se a alta do petróleo for consistente, vai “exigir respostas mais rápidas”.
“Neste momento a gente está se perguntando até que momento essa cotação vai continuar. E essa pergunta ainda não está respondida. Se essa volatilidade for grande e a subida for grande assim, ela vai exigir respostas mais rápidas se a subida fosse mais lenta. Neste momento, não temos certeza dessa premissa.” As informações são do jornal O Globo.
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