Quinta-feira, 09 de abril de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Agro Preços dos combustíveis de aviação no campo sobem até 67% e pressionam custos, mostra estudo

Compartilhe esta notícia:

A análise mostra que a gasolina de aviação, usada em aeronaves com motor a pistão, registrou a maior alta entre os insumos analisados.

Foto: Reprodução
A análise mostra que a gasolina de aviação, usada em aeronaves com motor a pistão, registrou a maior alta entre os insumos analisados. (Foto: Reprodução)

Um estudo sobre a inflação dos combustíveis e seus efeitos sistêmicos no campo revela uma pressão relevante e acelerada sobre os custos operacionais do setor, o que causa um alerta direto para a economia brasileira. A pesquisa do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), em parceria com a GR Investimentos, foi divulgada nesta quinta-feira (9).

A análise mostra que a gasolina de aviação (AVGAS), usada em aeronaves com motor a pistão, registrou a maior alta entre os insumos analisados, com um avanço de 67,3%. O preço médio desse combustível saltou de R$ 8,36 para R$ 13,99 o litro, exercendo uma força direta sobre as operações aéreas.

Paralelamente, o querosene de aviação (QAV), combustível essencial para as aeronaves turboélice que representam cerca de 30% da frota nacional, apresentou uma elevação de 51,6%. O valor médio do QAV subiu de R$ 5,58 para R$ 8,46 o litro no período da pesquisa.

Em contrapartida, o etanol e o diesel registraram variações mais moderadas, com altas de 6,9% e 7,7%, respectivamente. O etanol, especificamente, tem se mostrado a alternativa mais previsível e estável dentro da operação, movimentando atualmente cerca de 20% da frota aeroagrícola tripulada. Já o diesel, embora apresente um aumento menor, exerce pressão sobre a logística e o suporte em campo, afetando o transporte de equipamentos e o abastecimento das aeronaves.

Serviços aéreos são usados no campo para aplicar fertilizantes, defensivos e sementes, além de combater pragas e incêndios.

A estrutura de custos das empresas aeroagrícolas reflete essas oscilações com um aumento operacional que varia entre 14% e 40%, com média aproximada de 25%.

Diante desse cenário, o estudo indica que as empresas já necessitam de um repasse superior a 10% nos preços dos serviços para recompor parcialmente as perdas e manter a viabilidade das operações. Essa movimentação tende a se propagar por toda a cadeia produtiva, alcançando a produção de fibras, energia e, principalmente, alimentos.

O economista responsável pela pesquisa, Claudio Junior Oliveira, reforça que o aumento dos combustíveis no setor não é apenas um problema setorial, mas um risco direto para a inflação de alimentos no Brasil.

A sensibilidade do sistema produtivo nacional a esses custos é evidenciada pela alta concentração geográfica da frota e da produção. Cerca de 83% da produção agrícola brasileira está concentrada em apenas oito Estados, onde também se encontram 87% das aeronaves agrícolas.

Estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Goiás e Minas Gerais lideram a amostra da pesquisa, que abrangeu 30 empresas distribuídas por polos estratégicos. Além disso, o setor atende cadeias exportadoras importantes para o setor; em 2025, os dez principais produtos agropecuários foram responsáveis por mais de 40% das exportações brasileiras, evidenciando como a pressão nos custos aéreos pode afetar a competitividade internacional e a balança comercial.

O Índice de Inflação da Aviação Agrícola (IAVAG) demonstra a volatilidade do período. Após uma queda pontual de 0,85% em fevereiro de 2026, impulsionada pelo câmbio e pela redução temporária do etanol, a tendência se inverteu rapidamente. A estimativa preliminar para março aponta uma alta superior a 6,75%, refletindo o aumento do óleo de aquecimento e a nova valorização cambial.

Diante dessa conjuntura, o Sindag tem realizado ações institucionais com o Ministério da Fazenda, Ministério da Agricultura e Casa Civil, solicitando medidas de apoio e subvenção aos combustíveis para conter a escalada inflacionária no setor.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Agro

Edegar Pretto desiste de pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Sul
Brasil registrou 10,3 milhões de novos inadimplentes desde Desenrola
Deixe seu comentário
Verificação de Email

Você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x