Domingo, 06 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 9 de setembro de 2015
O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, descartou, através de seu twitter oficial, a utilização da Guarda Municipal para coibir o aumento da violência que vem sendo registrado na Capital desde o anúncio do parcelamento dos servidores estaduais pelo governador José Ivo Sartori.
Fortunati destacou que o efetivo da Guarda Municipal é de 500 profissionais que cumprem com a função de proteger os espaços ligados à Prefeitura, entre os quais cerca de 150 prédios da Secretaria de Saúde, localizados na sua maioria na periferia da cidade, como postos de saúde, hospitais e unidades de Pronto Atendimento em bairros como Cruzeiro, Lomba do Pinheiro e Bom Jesus, além do Hospital de Pronto Socorro.
O prefeito também destacou as 94 escolas (creches, escolas infantis, ensino fundamental e médio), também localizadas em bairros da periferia. “Temos um número insuficiente de Guardas para atender a população e proteger os locais em POA. Com a crise é impossível contratar mais”, destacou.
A parceria com a Secretaria de Segurança do Estado, que coloca à disposição 1.050 Câmeras do CEIC- Centro Integrado de Comando também foram ressaltadas por Fortunati. O prefeito, no entanto, considera “um grande absurdo e temeridade” o deslocamento dos Guardas Municipais das escolas e postos de saúde.
“Tenho a convicção de que, enquanto não se resolve a questão salarial, é necessário pedir apoio à Força Nacional. Ela está disponível de forma gratuita para o Governo e responderia pela emergência. À normalidade só irá voltar quando o Estado tiver condições de pagar à integralidade dos salários. Quem pode melhor cumprir com o papel de Segurança são os próprios servidores”, finalizou.
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